Telco critica CVM pelas ações da TIM e vai recorrer


A Telco, principal acionista da Telecom Italia, rejeitou na noite de sexta-feira a determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que deve fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os minoritários da TIM Participações. Em comunicado, a Telco considerou o pedido "infundado". Em fato relevante, na semana passada, a TIM Participações comunicou que …

A Telco, principal acionista da Telecom Italia, rejeitou na noite de sexta-feira a determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que deve fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os minoritários da TIM Participações. Em comunicado, a Telco considerou o pedido "infundado". Em fato relevante, na semana passada, a TIM Participações comunicou que a CVM decidiu que sua controladora, a Telecom Italia (TI), deverá realizar a OPA para acionistas minoritários da companhia brasileira, por entender que houve troca de controle quando da aquisição da Olimpia, um dos maiores acionistas da TI, pela Telco, formada por associação da Telefónica e instituições financeiras italianas em 28/4/07. O valor da transação à época foi de € 4,2 bilhões e a participação atual da Telco no capital total da TI é de 24,5%.

“Entendemos que a decisão tardia e sem quaisquer informações sobre as condições da OPA tomada pela CVM será contestada pela TI, pois cabe recurso, e tem boas chances de ser revertida”, considera a analista do Banco Fator, Jacqueline Lison, que aponta três fatores que devem ser avaliados: Decorridos quase dois anos do evento, como precificar o valor justo da TIM no negócio, indaga a analista, que considera tardia a decisão da CVM e faz outro questionamento: quem são os acionistas minoritários elegíveis ao recebimento de tag along? Os atuais, sendo que muitos destes provavelmente adquiriram suas ações após o evento, ou os detentores de ações ordinárias da TIM à época do negócio? A terceira incerteza é relacionada ao valor dos papéis. “TCSL4 valoriza-se no momento 3% comparativamente a queda de quase 2% do Ibovespa. Qual a razão, já que não cabe tag along aos minoritários preferencialistas?”, pergunta.

Em sua análise, Lison aponta que uma das formas de precificação seria o percentual do valor de mercado da TIM sobre o valor de mercado da controladora TI. Ela lembra que à época, este era de 16,4%. “A TI foi avaliada em € 17,4 bilhões, e dessa forma, o controle da TIM valeria cerca de R$ 13,16/ON, e o tag along de 80% seria de R$ 10,53. Em 27/4/07, TCSL3 era cotada a R$ 11,60. Portanto, não haveria prêmio aos minoritários ordinaristas, caso o tag along tivesse sido disparado na época do negócio”, conclui. (Da redação, com agências internacionais)

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