Brasileiro gosta de usar dispositivos eletrônicos para fazer compras


“O brasileiro é muito adepto a coisas novas”. A frase é do consultor de varejo da IBM, Alejandro Padron, e ecoa os resultados de um estudo da companhia no Brasil e outros 12 países, entre eles quatro na América Latina. Segundo a pesquisa, o Brasil já detém o índice mais alto de comércio online da região, uma vez que 83% dos entrevistados afirmaram fazer compras pela internet.

O Brasil também se destacou no uso de tecnologia na hora das compras, seja na pesquisa como no ato em si, com 70% afirmando usar algum dispositivo, seja celular, TV, quiosques de autoatendimento nas lojas ou o próprio site da loja, resultado acima do verificado nos Estados Unidos e na China. A IBM entrevistou um total de 30 mil consumidores com acesso à internet, sendo 2.200 no Brasil.

Para Padron, isso indica uma nova tendência que deve ditar os negócios de empresas varejistas nos próximos anos, tendência na qual a própria IBM está investindo com o lançamento do pacote de serviços SmarterCommerce, em maio, para agilizar os processos de produção, atendimento, prestação de serviços e marketing. Este último inclui softwares integrados que permitem análise em nuvem para o monitoramento da marca na internet, além da automatização de campanhas e promoções personalizadas.

“Os varejistas têm que simplificar a vida do consumidor”, afirmou Padron. Segundo a pesquisa da companhia, o consumidor brasileiro busca conveniência e é influenciado pela opinião tanto de amigos quanto desconhecidos. O executivo disse ainda as empresas devem ampliar as oportunidades de compra, destacando o varejo online e as tecnologias remotas. Padron citou o exemplo das TVs interativas, que permitem o marketing personalizado e a compra direta pelo controle remoto. “Estimula a compra de impulso e torna o marketing mais eficiente”, disse.

Visando esse mercado, um dos focos da IBM tem sido em soluções de meios de pagamento, tanto para TVs conectadas quanto para celulares, desenvolvendo aplicativos e sistemas de segurança. A tecnologia também leva em conta o setor bancário, um dos principais mercados da IBM no Brasil, junto com setores da indústria como petróleo e gás.

A empresa de TI, software e hardware, que no segundo trimestre dividiu a liderança no mercado mundial de servidores com a HP, segundo pesquisa desta semana do IDC, pretende ampliar sua presença no Brasil nos próximos anos, atendendo a mais clientes corporativos de pequeno e médio porte. A IBM aumentou seu número de filiais no país de 20 para 35 entre 2010 e 2011, e deve acrescentar mais dez no ano que vem, além de ter recentemente inaugurado um novo laboratório de inovação no país.

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