TE Connectivity aguarda PPB e investe em nova linha de conectores


 

A multinacional TE Connectivity, que vende soluções de conectividade, em especial para redes ópticas, vai investir US$ 500 mil em sua fábrica, instalada na cidade de Vargem Grande Paulista (SP), para produzir uma nova linha de conector óptico, a partir do segundo semestre de 2014. A companhia, de origem norte-americana, também iniciou processo para enquadrar no PPB os produtos que são fabricados localmente. “Já produzimos na planta de Vargem Grande Paulista  cordões ópticos, com a conectorização de ponta a ponta, caixas de emenda óptica e armários. A estratégia é aumentar o portfólio, desenvolver soluções específicas para clientes nacionais e fazer uso do REPNBL”, conta Marco Folegatti, gerente geral de Telecom da TE para América do Sul.

Além da fábrica em Vargem Grande, a TE tem uma segunda planta, em Bragança Paulista (SP), dedicada ao segmento automotivo e de energia. O investimento na unidade de Vargem Grande permitirá à empresa produzir um conector óptico classe A (considerada a melhor, com menor perda, pelo preço de um conector classe C), de acordo com Folegatti.

A fabricante atende no Brasil todas as operadoras, fixas e móveis, e com a tendência de redes convergentes, espera um maior volume de negócios. “Com a convergência, a mesma infraestrutura que leva fibra até as casas pode ser usada como suporte de backhaul para as redes wireless”, comenta Folegatti. As soluções de conectividade da TE são para a área de fibra, tanto nos serviços de FTTH como na FTTA (fibra até a antena para a rede wireless). Nesta área, a empresa aposta nas soluções para antena distribuída (DAS, na sigla em inglês).

“Com o DAS em uma rádiobase, é possível digitalizar o sinal de radiofrequência na BTS, transmitir o sinal por fibra óptica e, na ponta, fazer o inverso, transformando novamente o sinal em radiofrequência. Com isso, é possível uma cobertura wireless onde quiser, sem sombra, e com uma vantagem, via software consegue direcionar a capacidade da BTS para o lugar que quiser”, explica Folegatti, que dá como exemplo um estádio. “Quando acaba o jogo é só direcionar a capacidade para outra área, por meio de um software.”

A nova evolução do DAS – um dos produtos demonstrados pela TE na Futurecom (feira encerrada hoje no Rio de Janeiro) é uma versão para a tecnologia LTE. “Esta é uma tecnologia que demanda mais antenas, com capacidades menores, e com o DAS é possível aumentar a capilaridade”, destaca o executivo. Este produto é, ainda, importado, mas com a rede 4G e um eventual aumento da demanda, a TE pode produzi-lo localmente. “Se tivermos volume que justifique a produção local, vamos fazer e vender com os benefícios do PPB”, afirma Folegatti.

A TE, que produz também equipamentos para data center, teve faturamento de US$ 14 bilhões em 2012 – a área de telecom respondeu por US$ 4 bilhões desse montante, globalmente. No ano passado, suas vendas aumentaram 11% e este ano o crescimento foi de 14% (o ano fiscal da companhia encerra-se em setembro). “Tivemos no último ano fiscal ganho de market share, em função dos lançamentos e das inovações”, diz o executivo.

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