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Zeinal Bava


Ex-presidente da Oi foi multado por antecipar informações sigilosas relativas à oferta pública de ações da operadora, ocorrida em 2014.

Ex-CEO, que já comandou a brasileira Oi, não tinha autorização do conselho de administração para comprar títulos da Rioforte nem criou sistemas de controle interno para reduzir o risco desses investimentos, diz Pharol.

A Oi se absteve de votar na assembleia geral da Pharol realizada hoje,31, que decidiu abrir processo contra os ex-administradores da PT.

A Portugal Telecom PT direcionou 897 milhões de euros para a RioForte, uma das empresas de seus controladores. O ex-chairman da operadora, Henrique Granadeiro, assumiu a responsabilidade por 200 milhões. Os demais 697 milhões teriam outro “pai”. Posição contestada hoje pelo ex-diretor financeiro, Pacheco de Melo.

Executivo afirma que após assumir comando da Oi perdeu contato com as questões da PT e nega ter sido informado sobre operação de compra de 897 milhões de euros em papeis da Rioforte, que nunca foram pagos.

Uma no cravo outra na ferradura. Assim pode ser resumido o longo comunicado da holding PT SGPS enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na noite de ontem (15) por determinação da xerife do mercado português, que queria maiores informações sobre a operação de venda da Portugal Telecom para a Altice, antes da assembleia gerial marcada para o dia 22 de janeiro. O comunicado é um resumo da ferrenha disputa que está sendo travada sobre o tema. Ao mesmo tempo em que afirma que a venda da operadora portuguesa poderia ser interpretada como o descumprimento do acordo firmado com a Oi, admite também que, sem esta venda, a Oi e os seus próprios acionistas perderiam valor.

O ex-presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que fechou o novo acordo com a Oi, de diminuição da participação da operadora portuguesa no capital da concessionária, depois do escândalo da RioForte, voltou atrás. O jornal português Diário Económico, hoje 15, publica documento onde Granadeiro passa a defender a anulação da fusão entre as duas empresas sob o argumento de que a participação da PT SGPS na Oi ficará inferior ao que tinha sido aprovado na assembleia dos acionistas. Os acionistas brasileiros da Oi, em notícia publicada pelo Tele.Síntese esta semana, negam que haverá o fim do negócio mas admitem o aumento das pressões.

O processo foi aberto devido às declarações dadas por Zeinal Bava à imprensa em março último, enquanto a Oi dava andamento à sua oferta pública de ações. A oferta da Oi chegou a ser suspensa pela Comissão de Valores Mobiliários, em função da violação, por Zeinal Bava, do período de silêncio que envolve essas operações.

Analistas acreditam em recuperação no curto prazo, mas performance deve continuar abaixo da média do mercado.

Relatório aponta a concentração de aplicações da tele portuguesa em papéis do Grupo Espírito Santo, ao contrário do que era divulgado para o mercado.