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Leonardo Euler, durante debate na Câmara dos Deputados

Testes de convivência entre o serviço e a TV aberta terão início em agosto e o edital para licitação da frequência deverá sair no segundo semestre de 2019

A Anatel quer vender as frequências de 2,3 GHz e de 3,5 GHz (300 MHz no total) no segundo semestre de 2019. Os testes de convivência são o primeiro passo para a preparação da modelagem do leilão

Foto: Felipe Canova Gonçalves

Para o presidente da Anatel, é “impossível” fazer com que o dinheiro do leilão de frequência seja integralmente aplicado na expansão do setor.

A TIM tem pressa em conseguir mais faixa para ampliar a oferta de banda larga 4G no Brasil. Para isso, espera só a autorização da Anatel, o que deverá ocorrer até outubro, para iniciar os testes de convivência entre o serviço de celular e as transmissões de TV aberta que usa a antena parabólica da banda C na faixa de 3,5 GHz.

Conforme técnicos da agência, ainda não há decisão do conselho, mas há a proposta da área de se retirar a frequência de 3,5 GHz da licitação deste ano.

A audiência pública convocada hoje,26, pela Anatel para discutir o leilão de venda de frequências lançado à consulta pública demonstrou que são muitas as mudanças que deverão ser feitas na publicação definitiva do leilão. A venda de 40 MHz da faixa de 3,5 GHz foi a que despertou os maiores questionamentos. O grupo América Móvil, que tem no Brasil uma constelação de satélite da Star One, está preocupado com a interferência do novo serviço em suas transmissões satelitais na banda C, o que poderia provocar a interferência dos sinais da TV aberta, e pediu que a Anatel desistisse de leiloar agora este espectro, até que se concluam os estudos técnicos sobre o tema. A Abert, (que representa os radiodifusores) pediu que esta faixa seja licitada em separado, para não atrapalhar a venda das demais frequências até que em pelo menos dois meses sejam feitos estudos sobre a interferência.

Ainda há muita controvérsia sobre a real demanda por espectro dos serviços de telefonia celular, para a IMT. O crescimento da demanda de aplicações móveis não está em dúvida; a questão reside na real necessidade de tal aumento de espectro para essa aplicação, assim como as implicações que tem em outros serviços indispensáveis para a sociedade.