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CMVM


Empresário, que tentou emplacar plano de recuperação alternativo na Oi em 2017, perdeu poder de voto na Pharol neste ano por “falta de transparência” dos fundos usados para comprar ações da empresa portuguesa.

CMVM considera informações essenciais para que acionistas decidam, amanhã (22), em assembleia geral, se a PT Portugal deve ser vendida à Altice. Para a instituição, informações devem esclarecer se Oi sabia de fato das operações com dívida da empresa do Grupo Espírito Santo e as responsabilidades dos executivos que presidiam as companhias à época.

A disputa pela fusão da Portugal Telecom com a Oi e a venda da Portugal Telecom para a francesa Altice, cuja assembleia marcada para deliberar o assunto ocorrerá nesta quinta, 22, não ocorre mais nas assembleias, na mídia e nas Comissões de Valores Mobiliários do Brasil e de Portugal. Ela vai também para os tribunais. Carta enviada hoje pelo presidente da Oi, Bayard Gontijo, ao presidente da CMVM de Portugal e ao presidente da assembleia geral da PT, afirma que o ex-presidente da PT SGPS, Henrique Granadeiro apresentou informações falsas sobre a dívida da RioForte e vai ser processado por isto.

Uma no cravo outra na ferradura. Assim pode ser resumido o longo comunicado da holding PT SGPS enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na noite de ontem (15) por determinação da xerife do mercado português, que queria maiores informações sobre a operação de venda da Portugal Telecom para a Altice, antes da assembleia gerial marcada para o dia 22 de janeiro. O comunicado é um resumo da ferrenha disputa que está sendo travada sobre o tema. Ao mesmo tempo em que afirma que a venda da operadora portuguesa poderia ser interpretada como o descumprimento do acordo firmado com a Oi, admite também que, sem esta venda, a Oi e os seus próprios acionistas perderiam valor.

O ex-presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que fechou o novo acordo com a Oi, de diminuição da participação da operadora portuguesa no capital da concessionária, depois do escândalo da RioForte, voltou atrás. O jornal português Diário Económico, hoje 15, publica documento onde Granadeiro passa a defender a anulação da fusão entre as duas empresas sob o argumento de que a participação da PT SGPS na Oi ficará inferior ao que tinha sido aprovado na assembleia dos acionistas. Os acionistas brasileiros da Oi, em notícia publicada pelo Tele.Síntese esta semana, negam que haverá o fim do negócio mas admitem o aumento das pressões.

Depois de terem atingido o mais baixo valor ontem, com queda de mais de 12%, esta quarta-feira,12, as ações da PT abriram com forte alta, com 14% de valorização.

As ações da PT SGPS estão com forte queda devido a suspensão da assembleia geral da empresa, tendo já atingido um novo mínimo histórico após uma queda de mais de 12%. Ontem as ações da Oi já tinham caído mais de 13%. Os acionistas da holding decidiram adiar para o dia 22 de janeiro a decisão da venda da operadora portuguesa para a francesa Altice.

A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal divulgou hoje (9), dois comunicados ao mercado. O primeiro determina o a suspensão das negociações com as ações da PT SGPS. No segundo comunicado, a xerife da o mercado de ações português diz que a empresa não forneceu as informações necessárias para que os acionistas tomem as decisões corretas na assembleia que decide sobre a venda a Altice, marcada para a próxima segunda, dia 12. Esta decisão foi tomada mesmo depois que a holding portuguesa divulgou o relatório da auditoria da PriceWaterhouseCoopers sobre a compra dos papeis na RioForte, e que confirma a irregularidade ocorrida, mas não aponta os responsáveis.

Portugal Telecom

A Portugal Telecom divulgou ontem (8) à noite, o relatório da auditoria feita pela PriceWaterhouseCoopers, que confirma a operação irregular feita pela operadora Portugal Telecom, para comprar papeis da empresa Rio Forte, holding de seu maior controlador o Grupo Espírito Santo. Esta operação, no valor de quase um bilhão de euros, não foi honrada pelo grupo, provocando o calote na portuguesa e afetando o processo de fusão da PT com a Oi. Mas a consultoria não esclarece a principal dúvida do mercado e, mesmo, da operadora brasileira: Zeinal Bava, o executivo que liderou o processo de aumento de capital de mais de R$ 8 bilhões, participou ou não desta operação?

Questionada pela CVM, companhia cogita operação policial na sede da sócia portuguesa.