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banda larga no Brasil


A banda larga brasileira ainda é lenta e concentrada. Conforme os dados apresentados hoje, 17, pelo conselheiro Aníbal Diniz apurados pela Anatel para a formulação do Pert – Plano Estrutural das Redes de Telecomunicações – em 2,2 mil municípios brasileiros a conexão de banda larga fixa atinge no máximo 5 Mbps. Ainda conforme a Anatel, embora existam 5,8 mil empresas com licença de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), três empresas (as grandes operadoras) concentram 83% dos assinantes.

Conforme a Anatel, há ainda 1,445 mil cidades brasileiras onde as conexões oferecidas não passam de 2 Mbps

A concessionária usa os dados oficiais do IBGE apurados na PNAD para consolidar sua convicção de que o maior problema do Brasil para assegurar a universalidade do acesso à sociedade do conhecimento não é a falta de cobertura da rede, mas sim a escassez de renda. Dos 66 milhões de domicílios urbanos e rurais que existem hoje no país, 52% simplesmente não têm qualquer acesso à banda larga (móvel ou fixa). Dessas 34 milhões de residências que não têm banda larga, quase 15 milhões (ou exatas 14,6 milhões ) que estão localizadas em centros urbanos congregam famílias com renda domiciliar menor do que dois salários mínimos. Somadas às residências rurais também sem banda larga, há um universo de 23 milhões de casas com baixo potencial de comprar o serviço.

Apenas em São Paulo e Rio Grande do Norte empresas conseguiram atender mais de 70% das exigências da agência. As menores Cabo e Algar aparecem no topo, com melhores índices de qualidade, enquanto Oi, Vivo e TIM ficam na lanterna.

Para o conselheiro da Anatel, Igor de Freitas, sem dinheiro em caixa, o governo precisa atrair os investimentos privados em grandes projetos de infraestrutura. Para a banda larga, ele vê duas possibilidades: o leilão reverso, com o pagamento em títulos do governo por dinheiro que seria alocado para o Fust e o fim da concessão de telefonia fixa