TAC: faltou maturidade institucional, afirma presidente da Telefônica


Eduardo Navarro, presidente da Telefônica Vivo, disse que o TAC da Telefônica, não foi aprovado por falta de maturidade institucional de todos os atores, inclusive da própria empresa.

abstrata-digital-azulAo fazer sua apresentação durante o Painel Telebrasil 2018, que se realiza em Brasília, o presidente da Telefônica Vivo, Eduardo Navarro, disse hoje, 23, que o Termo de Ajuste de Conduta da Telefônica (TAC), que estava sendo negociado com a Anatel e previa a troca de multas por investimentos, no foi aprovado em grande parte por falta de maturidade institucional dos atores. “Faltou maturidade institucional dos atores, inclusive minha em primeiro lugar, para avançar”, afirmou ele, numa espécie de desabafo. Navarro lembrou que era uma grande oportunidade  de uso desses recursos, numa época de dinheiro escasso, para investir em banda larga.

O TAC previa investimentos de cerca de R$ 5,8 bilhões em troca de multas de cerca de R$ 3 bilhões. Na lista de contrapartidas, lembrou Navarro, estava a cobertura de 2 mil distritos que não têm sinal de celular. “O resultado é que esses 2 mil distritos vão continuar sem cobertura celular e nós vamos brigar na Justiça contra as multas não sei por quantos anos”, declarou.

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2 Comments

  1. Luiz Alfredo
    23 de Maio de 2018

    E ainda fala que foi “falta de maturidade”…. Que tapa na Anatel…..agora, vamos cobrar as multas ou esperar acontecer o que eu falei e o que presidente da operadora já endossou: “…vamos brigar por não sei quantos anos.” ( Leia: até caducar )….

  2. Vilson Vieira Junior
    28 de Maio de 2018

    Vejam só quanta contradição no discurso do presidente da Telefônica/Vivo. Reparem no que ele disse no seguinte trecho de uma matéria publicada pelo Telesíntese neste mesmo dia 23/05/18: “Os números do setor mostram muitos avanços, especialmente se comparados com outros indicadores do país. O celular está universalizado (…)”.

    Por sua vez, na matéria acima sobre a desaprovação do TAC da Telefônica na Anatel, o mesmo Eduardo Navarro afirma que: “O resultado é que esses 2 mil distritos vão continuar sem cobertura celular e nós vamos brigar na Justiça contra as multas não sei por quantos anos”. Ou seja, uma vez que existem dois mil distritos sem sinal de celular, chega-se à conclusão de que o serviço de telefonia móvel NÃO está universalizado coisíssima nenhuma.

    A Vivo sendo a Vivo…