Suspeitas de corrupção na Siemens adiam fusão com a Nokia


Em princípio, segundo noticiário veiculado hoje, 15 de dezembro, pela imprensa internacional, os planos de associação entre as duas empresas continuam de pé, só que, ao invés de o processo ser finalizado em 1º de janeiro, foi adiado para um dia qualquer do primeiro trimestre de 2007. Comunicado conjunto das duas fabricantes informa que as …

Em princípio, segundo noticiário veiculado hoje, 15 de dezembro, pela imprensa internacional, os planos de associação entre as duas empresas continuam de pé, só que, ao invés de o processo ser finalizado em 1º de janeiro, foi adiado para um dia qualquer do primeiro trimestre de 2007. Comunicado conjunto das duas fabricantes informa que as investigações sobre corrupção na companhia alemã foram o motivo do adiamento da fusão.

A corrupção, que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro via Grécia e Lichtenstein, atrasou a formação daquele que seria o segundo maior vendor de telecomunicações do mundo. A operação, aliás, já tinha obtido o “nada consta” tanto das autoridades dos EUA, como da UE, assim como tinham sido indicados os principais executivos da nova empresa, no Brasil, inclusive.

 
Perigos à vista

Segundo analistas, caso a fusão não prospere, causará estragos tanto na Nokia, a maior fabricante mundial de terminais celulares, como na Siemens, cujas ações, aliás, caíram perto de 20%, desde junho, quando foi anunciada a transação. Relatório recente de empresa especializada em telecom aponta para o fato que as grandes negociações que envolvem a maioria dos grandes fornecedores de infra-estrutura wireless criaram uma oligarquia de fato de vendors que vai responder por mais de 80% das receitas mundiais geradas por produtos de infra-estrutura celular nos próximos anos.

A análise chama a atenção para o fato de que o tamanho de uma empresa influencia diretamente a sua capacidade de investir em pesquisa e desenvolvimento, otimizar a cadeia de fornecimento e de produção, obter financiamento, conseguir diversidade geográfica e, em última análise, gerar lucro. Este ano, o mercado mundial de infra-estrutura wireless deve movimentar US$ 56 bilhões, dos quais 26% representam a fatia do maior fornecedor, a Ericsson. A participação da Nokia Siemens Networks seria de aproximadamente 20%, de acordo com estimatimativas de analistas.

(Da Redação, com noticiário internacional

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