Surf Telecom chega a 1 milhão de chips vendidos e busca negócios com ISPs


Business image created by Creativeart - Freepik.com
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A operadora móvel Surf Telecom atingiu a marca de 1 milhão de chips vendidos no país. A empresa inclui nesta categoria os chips fabricados e distribuídos com sua marca ou de suas MVNOs credenciadas. Também entram nessa conta os SIM cards que foram usados por um período e já foram descartados ou desabilitados.

Conforme os dados da Anatel, a tele tinha 250 mil acessos móveis em agosto deste ano. Metade desse clientes vem da operadora virtual dos Correios. Em 2018, a Surf foi a operadora que mais cresceu, em termos proporcionais, no mercado brasileiro de celular. De acordo com o vice-presidente comercial da Surf Telecom, Davi Fraga, ano passado as receitas aumentaram cinco vezes em relação a 2017. Em 2019, a previsão é de crescimento de três vezes.

“Já estamos na fase de recuperação do investimento”, relata. Além da MVNO dos Correios, a Surf é responsável pelas operações móveis de Magazine Luiza, de 15 times de futebol (viabilizada pela Dry Company), e da igreja Renascer, que usava a marca Gospel Cell e será relançada nos próximos meses.

Além da venda de 1 milhão de chips, a operadora comemorou este ano a capacidade de operar com todos os 67 DDDs existentes no Brasil. “Apenas as grandes tinham feito essa interconexão em todo o país. Levamos dois anos, mas conseguimos pois acreditamos muito no modelo de MVNO”, acrescenta.

A Surf tem rede móvel própria em São Paulo e contrato com a TIM para ser sua operadora de origem no resto do país. Dessa forma, chega a regiões ondem vivem 91% da população. Mas a meta é atingir 100%. Aguarda das demais operadoras a assinatura de acordos de roaming.

Novo mercado: ISPs

A operadora também decidiu neste ano abordar um novo mercado, o dos provedores regionais de internet. Como muitos deles vendem serviços de telefonia fixa e TV paga, além da banda larga fixa, a Surf enxergou oportunidade de habilitar para estas empresas um serviço móvel, já criado com a intenção de formar um combo dentro das ofertas.

A prospecção de clientes é recente, começou em agosto. Mas em apenas dois meses já foram fechados três contratos. “É possível qualquer ISP ser uma MVNO. Hoje o único empecilho está na fabricação de chips, já que as fornecedoras aceitam pedidos com lotes mínimos de 5 mil’, explica. No caso dos acordos firmados, todos os três são com provedores com mais de 10 mil assinantes.

O modelo buscado é bem similar ao das MVNOs dos Correios, Magazine Luiza ou Dry Company. “A diferença é que fazemos a precificação já pensando que a venda será parte do combo do provedor. Desenhamos um plano em conjunto, com o cálculo do preço final que atende as nossas margens e a demanda deles”, afirma.

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