Sun quer vender setop box ao Brasil


A Sun Microsystems quer vender ao governo brasileiro sua solução de setop box, ainda em fase de projeto, e cujos detalhes a empresa não divulgou. De acordo com o seu vice-presidente mundial de software, Richard Green, as oportunidades com TV digital e setop boxes estão no foco das estratégias atuais da corporação, ao lado dos …

A Sun Microsystems quer vender ao governo brasileiro sua solução de setop box, ainda em fase de projeto, e cujos detalhes a empresa não divulgou. De acordo com o seu vice-presidente mundial de software, Richard Green, as oportunidades com TV digital e setop boxes estão no foco das estratégias atuais da corporação, ao lado dos dispositivos móveis e celulares, com ênfase na linguagem Java, interoperável e que, até junho, promete estar 100% aberta, de acordo com a licença GPL da Free Software Foundation. O executivo  participa do Sun Tech Days 2007, evento para desenvolvedores que acontece hoje, 19 de abril, e amanhã, em São Paulo. “Uma das razões de abrir o código de Java é para que pudesse ser considerada como uma opção embarcada em setop boxes”, afirmou.

Os valores de royalties que o governo brasileiro teria que pagar pelo setop box, segundo André Echeverria, diretor de marketing da Sun no Brasil, “reduziram-se brutalmente, por unidade”, graças à abertura do código-fonte do Java. E ele avalia que, eventuais programas de aquisição em massa, com grande escala, poderão resultar em descontos adicionais. “Se estamos falando em compras de 50 milhões de unidades, é lógico que há uma escala”, disse, lembrando, ainda, que a Java foi criada, originalmente, para ser uma solução de setop box. Nesse sentido, acrescentou, outro diretor da Sun Brasil, Luiz Fernando Maluf, estaria, hoje, na China, junto a representantes do Ministério do Planejamento brasileiro, em evento que discute direitos de propriedade intelectual e suas implicações nos modelos de negócio da TV digital.

Na área de celulares, Richard Green avalia que já são 1 bilhão de aparelhos no mundo, com Java embarcada nas suas aplicações. A empresa cresce, no Brasil, 25% ao ano nos últimos dois exercícios fiscais. E aposta em programas educacionais e parcerias que ampliem a base de desenvolvedores Java no país.

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