STJ mantém cobrança de tarifa de interurbano entre distritos do mesmo município


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que, para delimitar as áreas de atuação do serviço de telefonia, não é preciso necessariamente vincular-se à divisão político-geográfica. Dessa forma, os assinantes dos distritos de Aquidaban, São Luiz e São Miguel de Cambuí, zonas urbanas pertencentes à área territorial do município de Marialva, no Paraná, continuam a …

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que, para delimitar as áreas de atuação do serviço de telefonia, não é preciso necessariamente vincular-se à divisão político-geográfica. Dessa forma, os assinantes dos distritos de Aquidaban, São Luiz e São Miguel de Cambuí, zonas urbanas pertencentes à área territorial do município de Marialva, no Paraná, continuam a pagar tarifa interurbana nas ligação entre as duas cidades, como determina a Anatel.

O entendimento é da Segunda Turma do STJ ao julgar questão em que a Associação Comercial e Industrial do município de Marialva discutia os critérios utilizados pela Anatel  e empregados pela Telepar Brasil Telecom S/A para definir em quais localidades devem ser cobradas tarifas interurbanas ou locais.

Por unanimidade, a Segunda Turma deu parcial provimento ao recurso especial da Telepar e deu provimento ao recurso da Anatel, seguindo as considerações do relator, ministro Humberto Martins. No mérito dos recursos, ambas levantavam a questão da legalidade dos critérios escolhidos para definir o conceito de área local e a interferência do Judiciário para estabelecer outros parâmetros como corretos para a fixação do preço tarifário. O relator destacou que a escolha dos critérios técnico-econômicos, e não o geográfico-político, para definir o conceito de área local, é medida que até pode ser questionada, mas não viola a Lei Geral de Telecomunicações.

Ele afirmou ser defensável a idéia de que a escolha dos critérios técnico-econômicos pela Anatel visou atender o desenvolvimento e expansão do serviço de telecomunicações, por meio de uma tarifa direcionada, nas áreas onde a implantação da rede telefônica demande um custo maior por causa de fatores técnicos ou de descontinuidade urbana, ainda que em localidades pertencentes a um mesmo município. (Da redação, com assessoria de imprensa)

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