STF recorre às teles para ter número oficial de escutas


O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, também corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pediu às operadoras de telefonia fixa e móvel reunidas hoje na Secretaria do Estado de Justiça de São Paulo para discutir a violação do sigilo telefônico de clientes (leia mais aqui), que indiquem qual a metodologia usada …

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, também corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pediu às operadoras de telefonia fixa e móvel reunidas hoje na Secretaria do Estado de Justiça de São Paulo para discutir a violação do sigilo telefônico de clientes (leia mais aqui), que indiquem qual a metodologia usada por elas na contagem das interceptações telefônicas pedidas pela Justiça. Com isso, Dipp pretende verificar quantas interceptações judiciais existem efetivamente no país, já que investigações apontaram, pela primeira vez e concretamente, segundo ele, a existência de ofícios judiciais falsos pedindo o monitoramento telefônico.

Para Dipp, há divergências discrepantes sobre os números desses pedidos no país. De acordo com o ministro, desde que o CNJ editou uma resolução que regulamenta o procedimento destinado às autorizações judiciais para escutas telefônicas, em setembro de 2008, houve uma redução de 30% do total de pedidos autorizados. "As interceptações telefônicas são um método de investigação tão importante e estavam sendo usadas de forma inadequada", avalia.

Anterior Nortel entra com pedido de concordata
Próximos Governo quer que Anatel puna a Oi por não cumprir meta de backhaul