Sonaecom perde na PT


A oferta hostil da Sonaecom pela compra da Portugal Telecom, avaliada em 11,9 bilhões de euros, nem chegou a ser votada. Em assembléia geral realizada hoje, 2 de março, em Lisboa, os acionistas da PT rejeitaram a proposta de desblindagem dos estatutos da empresa,  condição para a continuidade da OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada …

A oferta hostil da Sonaecom pela compra da Portugal Telecom, avaliada em 11,9 bilhões de euros, nem chegou a ser votada. Em assembléia geral realizada hoje, 2 de março, em Lisboa, os acionistas da PT rejeitaram a proposta de desblindagem dos estatutos da empresa,  condição para a continuidade da OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada pela Sonaecom.

Para prosseguir a oferta, a Sonaecom precisava que dois terços dos acionistas da PT apoiassem a modificação do estatuto que prevê limite de 10% de voto de cada acionista. Representantes de 67,4% do capital da PT estiveram presentes na reunião, segundo informações da compahia. Cerca de 46% dos votos foram contrários modificação do estatuto, 43% votaram a favor da desblindagem e os demais se abstiveram.

Ou seja, os estatutos da operadora se mantêm blindados e a oferta hostil anulada. Segundo a imprensa portuguesa, o presidente do conselho de administração da PT, Henrique Granadeiro, considera que a OPA da Sonae sobre a operadora falhou porque o preço era inadequado. Já o advogado Osóario de Castro, que representou a Sonaecom na assembléia, afirmou à Agência Lusa que não haverá impugnação. “Não é uma decisão de um tribunal daqui a algum tempo que vai mudar as coisas”, disse.

Só em 2009

A Sonaecom manifestou seu interesse pela PT, grupo que no Brasil controla a Vivo e tem participação acionária no portal UOL, em fevereiro de 2006. Com a rejeição na assembléia geral dos acionistas, a oferta hostil será engavetada, e somente em 2009 a empresa poderá fazer novo lance, conforme decidiu na semana passada a CMVM, a comissão de valores mobiliários portuguesa.

Era de suma importância mexer no estatuto da empresa porque, com a blindagem, os direitos dos acionistas estão limitados a 10% dos votos, o que significa que a Sonaecom, para controlar a PT, teria que adquirir 90% das ações da empresa, uma operação que significaria um desembolso muito maior do que os 11,8 bilhões de euros que estava disposta a pagar.

Da redação, com agências internacionais.

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