Sobe para 74,9% o percentual de domicílios com internet no Brasil, diz IBGE


Em 2017, 74,9% dos lares brasileiros com acesso à internet, 5.6 pontos percentuais a mais que o registrado em 2016, quando 69,3% dos domicílios tinham acesso à web. De 2016 para 2017, o percentual de pessoas que acessaram à Internet através do celular aumentou de 94,6% para 97%, como aponta a PNAD Contínua TIC 2017, divulgada nesta quinta-feira (20), pelo IBGE.

Segundo a pesquisa, O crescimento da utilização da Internet nos domicílios da área rural foi mais acentuado que nos da área urbana, contribuindo para atenuar a grande diferença entre os resultados destas duas áreas. Em área urbana, o percentual de domicílios em que a Internet era utilizava estava em 75%, em 2016, e aumentou para 80,1%, em 2017, e, em área rural, subiu de 33,6% para 41%.

O IBGE também apurou que nos 17 687 mil domicílios do país em que não havia utilização da Internet em 2017, os motivos que mais se destacaram para não a usar foram: falta de interesse (34,9%), serviço de acesso à Internet era caro (28,7%) e nenhum morador sabia usar a Internet (22,0%). O motivo de o serviço de acesso à Internet não estar disponível na área do domicílio abrangeu 7,5% das residências em que não havia utilização da Internet e o motivo de o equipamento eletrônico para acessar a Internet ser caro, 3,7%.

Tipos de conexão

O uso da banda larga móvel continuou mais elevado que o da fixa no Brasil. De 2016 para 2017, nos domicílios nos quais havia utilização da Internet, o percentual dos que usavam banda larga móvel (3G ou 4G) passou de 77,3% para 78,5%, e dos que utilizavam a banda larga fixa, de 71,4% para 73,5%. Também cresceu o percentual dos domicílios em que havia uso dos dois tipos de banda larga, que passou de 49,1% para 52,2%, de 2016 para 2017. Em contrapartida, houve pequena retração no percentual de domicílios em que havia somente uso da banda larga móvel passou de 26,7% para 25,2% e no de domicílios em que havia somente uso de banda larga fixa, de 21,2% para 20,3%.

A parcela de domicílios que utilizava conexão discada mostrou-se irrelevante, tendo passado de 0,6%, em 2016, para 0,4%, em 2017. Nas Grandes Regiões, este percentual variou de 0,2%, na Região Nordeste, a 0,6%, na Região Sudeste.

Em 2017, nos domicílios em que havia utilização da Internet nas Grandes Regiões, o percentual de domicílios em que havia uso da banda larga fixa ficou em 48,8% na Região Norte, situando-se em nível muito abaixo das demais, cujos resultados situaram-se no intervalo fechado de 74,2% a 77,2%. No que concerne ao percentual dos domicílios em que havia uso da banda larga móvel, o menor foi o da Região Nordeste (63,8%) e os demais ficaram um pouco mais dispersos (78,6% a 88,7%).

A pesquisa mostra ainda que a diferença entre o percentual de domicílios em que havia uso banda larga fixa e o referente à banda larga móvel na Região Norte (respectivamente, 48,8% e 88,7%) foi substancialmente maior que nas demais. Na Região Nordeste é o contrário, foi a única em que o percentual de domicílios em que havia uso da banda larga móvel (63,8%) foi menor que o da banda larga fixa (74,2%).

Equipamentos

O telefone celular é o equipamento usado para acessar a internet em 98,7% dos domicílios em que havia o serviço em 2017. No ano anterior, esse percentual estava em 97,2%. Nos domicílios em que havia o uso da internet também aumentou o percentual daqueles que utilizaram somente telefone móvel celular para acessar esta rede, que passou de 38,6%, em 2016, para 43,3%, em 2017.

A pesquisa constatou ainda uma nítida expansão no uso da televisão para acessar a internet nos domicílios em que havia utilização desta rede, pois subiu de 11,7%, em 2016, para 16,1%, em 2017, no país. Já o uso de microcomputadores reduziu de 57,8% para 52,3% entre 2016 e 2017. O uso de tablet também caiu, passou de 17,8% para 15,5% no mesmo período.

o percentual dos domicílios em que o microcomputador era o único meio de utilizado para acessar a Internet, que já era reduzido de 2016 (2,3%), passou a 0,9%, em 2017.

Uso

O uso da internet para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos foi indicado por 95,5% dos usuários como a finalidade de acesso à esta rede. Em 2016, esse percentual era de 94,2%. A finalidade “conversar por chamada de voz ou vídeo” foi a que apresentou o maior aumento de 2016 (73,3%) para 2017 (83,8%). O percentual dos que entraram na rede para “enviar e receber e-mail“ foi o único a recuar, de 2016 (69,3%) para 2017 (66,1%).

O percentual das pessoas que usaram a Internet para “assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes” passou de 76,4% para 81,8% nesse período.

A parcela da população que utilizou a conexão discada já era insignificante em 2016 (0,9%) e tornou-se ainda menor em 2017 (0,6%). Já o percentual da banda larga fixa subiu de 81,0% (2016) para 82,9% (2017) e continuou acima da banda larga móvel, que cresceu de 76,9% para 78,3% nesse período.

O percentual que utilizou os dois tipos de banda larga subiu de forma mais acentuada, de 2016 (58,3%) para 2017 (61,4%).

 

 

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