Só empresa de trunking apresenta proposta em leilão do SMP


A empresa Unicel do Brasil Telecomunicações Ltda foi a única a apresentar proposta para a licitação das sobras de freqüência do SMP, realizada hoje, 21, pela Anatel. A oferta foi feita pelo lote 1, que corresponde à Região Metropolitana de São Paulo, cujo preço mínimo é de R$ 93,8 milhões. A proposta financeira da Unicel só …

A empresa Unicel do Brasil Telecomunicações Ltda foi a única a apresentar proposta para a licitação das sobras de freqüência do SMP, realizada hoje, 21, pela Anatel. A oferta foi feita pelo lote 1, que corresponde à Região Metropolitana de São Paulo, cujo preço mínimo é de R$ 93,8 milhões. A proposta financeira da Unicel só será conhecida no próximo dia 7, quando a Anatel vai declarar se a empresa está habilitada ou não para obter a licença e abrirá o envelope com a oferta de preço.

Não houve interessados para os outros três lotes que estavam à venda: lote 2.1, interior de São Paulo, lote 2.2, região de São Paulo que corresponde à área hoje atendida pela CTBC, e lote 8, que corresponde a seis Estados do Nordeste (AL, CE,PB,PE, PI e RN). A Anatel deverá declarar deserta a licitação desses lotes e, posteriormente, fazer um chamamento público para ver se há interessados nas freqüências. Quem se manifestar, leva as licenças pelos preços mínimos sem disputar a licitação. Se houver mais de um interessado pelo mesmo lote, aí a Agência faz nova licitação.

Trunking

 José Roberto Melo da Silva, diretor da Unicel, explicou que ela é uma empresa nacional de tecnologia, com sede em São Paulo e base na cidade de São Carlos (SP). Entre seus acionistas há investidores nacionais e estrangeiros, mas ele não especificou quem são eles. A empresa existe há dois anos e meio e já tentou operar com freqüências não licenciadas, mas não foi autorizada pela Anatel.

A Unicel também tenta obter no órgão regulador licença para operar SME (Serviço Móvel Especializado) na freqüência de 400 MHz. A empresa respondeu ao chamamento público feito pela Agência, mas, até agora, não obteve resposta. De acordo com Melo, durante um ano a Unicel operou, em caráter experimental, SME em Brasília para prestar serviços de segurança aos ministérios da Justiça e da Defesa e à Presidência da República.
Sobre a operação do SMP em São Paulo, Melo reconhece que não cabe uma outra incumbent de serviço móvel na capital paulista, mas avalia que há espaço para uma quarta entrante porque a penetração do celular ainda é baixa na cidade, se comparados o poder aquisitivo da cidade e a penetração em outras capitais e estados. “Ainda há pouca concorrência no serviço celular em São Paulo. A capital é muito mal assistida”,disse. O diretor da Unicel não quis adiantar quanto terá que ser investido para montar a rede em São Paulo e nem quem poderão ser seus fornecedores. “Estamos avaliando alternativas”, comentou.

Negociação com a Claro

Mas adiantou que a empresa pensa em tentar negociar com a Claro a freqüência em 850 MHz que ela pretende devolver para a Anatel. Em troca, a Unicel ofertaria freqüência em 1,8 GHz. Se isso puder ser feito — técnicos da Agência já sinalizaram que essa hipótese não é possível legalmente –, a Unicel poderá operar em CDMA em vez de GSM.

Essa foi a 5ª licitação realizada pela Anatel para tentar vender freqüências do SMP. Segundo o presidente da comissão de licitação da Agência, Nelson Takayanagi, houve três pedidos de adiamentos para a data da licitação. A Anatel chegou a prorrogar o prazo por 45 dias, transferindo a concorrência de janeiro para fevereiro. O último pedido de adiamento foi protocolado ontem, pela empresa JVT Telecomunicações, que supostamente representaria uma operadora estrangeira.

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