Sky e Net acusam Telefônica de não combater a pirataria. Operadora reage.


Em painel realizado hoje de manhã, durante a abertura do Congresso ABTA 2009, os presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, e da Net Serviços, José Felix, acusaram a Telefônica  de não adotar medidas rígidas contra a pirataria de seu serviço de TV por assinatura via satélite. A agressividade de Baptista, que sugeriu à Telefônica trocar …

Em painel realizado hoje de manhã, durante a abertura do Congresso ABTA 2009, os presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, e da Net Serviços, José Felix, acusaram a Telefônica  de não adotar medidas rígidas contra a pirataria de seu serviço de TV por assinatura via satélite. A agressividade de Baptista, que sugeriu à Telefônica trocar os cartões de sua base de assinantes, foi ironizada por Leila Loria, presidente da TVA, parceira da Telefônica: “É sinal de que a Telefônica está incomodando”, disse, lembrando que a operadora tem 25% desse mercado.

As críticas da Sky, que lidera o mercado de DTH com mais de 70% de market share, não são aceitas pela Telefônica. “Estamos tomando todas as providências para coibir a pirataria”, relata Fábio Bruggioni, diretor executivo do segmento residencial da operadora. Segundo ele, depois que foi detectada a clonagem das senhas de smarts cards dos decodificadores do serviço, fornecidos pela Nagravision, operadora e fornecedor adotaram medidas para reduzir o problema. Há três meses, as senhas da base dos 300 mil assinantes vêm sendo renovada semanalmente, o que dificulta a ação dos hackers. E, desde junho, novos cartões, de tecnologia mais moderna e segura, estão sendo entregues as novos assinantes.  Além disso, diz Bruggioni, a Nagravision pediu a abertura de inquérito policial, tendo como alvo os distribuidores dos falsos smart cards, que operam pela internet.

“Nosso objetivo é combater de forma sistemática e objetiva a pirataria. Não adianta só trocar os cartões, temos que desbaratar o modelo de negócios”, diz Bruggioni, lembrando que ela atinge 10% da base dos 7 milhões de assinantes TV por assinatura e é fenômeno antigo. Leila lembrou que quando trabalhava na DirecTV, hoje fundida com a Sky, a operadora, que já tinha uma grande operação internacional, se viu obrigada, em 1997/98, depois de várias medidas, a trocar os cartões da base de assinantes brasileiros. Anos depois teve de repetir a operação. No cabo, a pirataria é ainda mais antiga e tradicional, embrou Leila, afirmando que a troca de cartões, em função da dificuldade logística, é a última opção.

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