Startup cria plataforma de busca de imóveis para operadoras


mytowerA startup brasileira MyTower entrou em operação em 18 de dezembro. Desde então, já recebeu mais de 200 anúncios de imóveis que podem ser alugados por operadoras para instalação de infraestrutura de rede.

Criada pelo especialista em telecomunicações Tiago Albino, 32, a iniciativa pretende digitalizar o trabalho de busca por pontos para instalação de torres e antenas.

O portal da MyTower traz anúncios de locação, venda e compartilhamento de imóveis. Proprietários, síndicos, corretores e imobiliárias podem anunciar seus endereços com o foco exclusivo nas operadoras.

“Hoje o mercado de busca de imóveis é feito manualmente, ou seja, a operadora contrata as empresas de hunting para bater de porta em porta até identificar quem quer alugar ou vender o imóvel”, diz Albino.

Com o serviço, ele espera evidenciar uma alternativa de renda a gestores de condomínios e donos de terrenos. “O telhado pode não servir para o edifício usar como área comum, mas, para as operadoras, é um local necessário para a expansão de suas redes”, diz.

Segundo ele, a iniciativa está alinhada com a estratégia da Anatel, que há pelos menos três anos quer acelerar o compartilhamento de infraestrutura entre as operadoras.

Quem anuncia paga uma assinatura mensal. Há também uma opção sem assinatura. Neste caso, o usuário paga uma taxa na concretização do negócio. O site traz mecanismo de busca que encontra imóveis pelo endereço e por coordenadas (como altitude, raio de cobertura e valor do local).

A demanda é grande, ele garante. “Só no Brasil, a necessidade vai ser de 100 mil torres nos próximos cinco anos”, ressalta, citando dados da Teleco.

A startup também tem serviço de consultoria para as operadoras, em que faz análise dos pontos selecionados ou encontra os imóveis mais adequados às necessidades da companhia. Por trás disso, a MyTower utiliza um software próprio de legalização de torres.

O programa, que começou a ser desenvolvido em 2013, indica a burocracia exigida para atender a legislação municipal em conjunto com a federal e regras baixadas pela Anatel. “Os sistemas para gestão das torres hoje, nas operadoras, é uma colcha de retalhos, distribuídos em diferentes plataformas”, diz Albino.

O investimento para colocar o site no ar foi baixo. Ele prefere não dizer o valor, mas conta que não foi preciso recorrer a investidores para financiar o projeto. A empresa campineira GPr Sistemas fez o site e o software, enquanto o design do site é da Animaframe, de Juiz de Fora (MG).

Segundo o fundador da startup, uma grande operadora já usa os serviços para encontrar sites que possam ser compartilhados com outras operadoras. E um investidor norte-americano disposto a entrar no mercado de infraestrutura do Brasil também está recorrendo à plataforma para adquirir torres de empresas pequenas.

A ideia, embora recente, já repercute no exterior. Albino diz que recebeu propostas para levar o serviço a Israel, Estados Unidos e Reino Unido. “Este mercado é igual em todos os países”, resume. A expansão deve acontecer em breve. Os domínios para EUA e Reino Unido já estão reservados.

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