Sistemas 3G podem não ser fabricados no Brasil


A Nokia Siemens, que tem uma unidade de produção de rádios e estações radiobase, entre outros produtos, em Curitiba, ainda está avaliando se vai ou não fabricar no país os sistemas de terceira geração – ela espera ser a fornecedora de boa parte das redes, que serão contratadas no ano que vem,. depois do leilão …

A Nokia Siemens, que tem uma unidade de produção de rádios e estações radiobase, entre outros produtos, em Curitiba, ainda está avaliando se vai ou não fabricar no país os sistemas de terceira geração – ela espera ser a fornecedora de boa parte das redes, que serão contratadas no ano que vem,. depois do leilão das licenças. Mas o cenário não é dos mais favoráveis: há problema de escala, mesmo considerando o mercado latino-americano, e a sobrevalorização do real não ajuda. Embora a empresa não tenha batido o martelo, Simon Bereford-Wylie, CEO da empresa que veio ao Brasil visitar clientes, disse hoje, em conversa com jornalistas, que, atualmente, em função da automação, o valor agregado de uma fábrica é muito pequeno. “É mais importante para o Brasil desenvolvermos a área de pesquisa e desenvolvimento e de serviços”, disse.

A resposta de Beresford-Wylie pode ser uma sinalização de que as estações radiobase de terceira geração, e seus componentes, poderão ser importados. A fábrica da empresa, com a produção terceirizada para a Siemens, está com capacidade ociosa, em função da redução demanda de rádios e ERBs para GSM. Este ano, segundo Aluizio Byrro, presidente da empresa para a AL, sua produção será de um terço em relação a dois anos atrás. Byrro reclama também que a sobrevalorização do real está tendo um forte impacto no custo da mão-de-obra qualificada, o que reduz a competitividade do país no desenvolvimento de software em relação ao Leste Europeu e países como Índia e mesmo China. “Nossa indústria já foi duramente afetada. Agora, são nossas atividades de desenvolvimento”, diz ele, preocupado com o núcleo de P&D da empresa, que reúne 200 pessoas.

Aquecimento em 2008

Apesar do câmbio, dos juros e da burocracia, Byrro vê 2008 com mais otimismo. Ele aposta num crescimento de 10% no volume de investimentos a ser feito pelas operadoras, em relação a este ano quando estão investindo R$ 12 bilhões, caso realmente se concretize, no final de 2007, o leilão das licenças de 3G e a Anatel relançe o leilão das licenças de WiMax. “Com isso vamos ter um crescimento. Um salto maior, só se a economia entrar em um ritmo consolidado de crescimento”, diz.

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