Sinergias entre Nokia e Alcatel-Lucent serão de € 900 milhões em 2018


A Nokia reiterou ao mercado que espera concluir a fusão com a Alcatel-Lucent já no primeiro trimestre de 2016 e que em 2018 colherá sinergias de € 900 milhões em razão da operação, um ano antes do previsto inicialmente. O aviso foi dado durante a divulgação dos resultados, nesta quinta-feira.

A companhia também anunciou uma reestruturação, na qual haverá redução de pessoal, especialmente em áreas que se sobrepõem na divisão de redes móveis. Os cortes afetarão as subsidiárias regionais e haverá revisão de contratos de manufatura, fornecimento, imobiliários e de TI. O objetivo, diz no comunicado, é aumentar a eficiência em comprar, uma vez que a empresa será uma compradora maior. A companhia não comenta como as subsidiárias brasileira da Nokia e da Alcatel-Lucent serão afetadas pela fusão.

Para os acionistas, prometeu um programa, de dois anos de duração, no valor total de € 7 bilhões. Desse montante, € 4 bilhões serão distribuídos sob a forma de dividendos. Outros € 3 bilhões serão usados para amortização de dívidas e reorganização da estrutura corporativa.

Balanço do 3º trimestre
No terceiro trimestre do ano a Nokia registrou receitas de € 3,03 bilhões. O número é 2% menor que um ano antes. A divisão de redes teve receita de € 2,87 bilhões, também menor 2%, enquanto a Nokia Technologies cresceu 7%, para € 162 milhões. Houve incremento da margem, que passou de 42,1% para 42,7%. O lucro líquido no período foi de € 188 milhões.

A América Latina, onde o Brasil é o principal comprador, se manteve como o menor mercado da empresa, com terceira queda seguida de faturamento localmente. A receita da Nokia na região  foi de € 256 milhões, 3% mais baixa que um ano antes. Tanto as operadoras do Brasil quanto do México compraram menos. O número só não foi pior por causa do bom desempenho em Argentina e Chile.

A divisão de redes, mais fonte de receita da empresa finlandesa, sofre o impacto da procura reduzida nos mercados dos Estados Unidos (queda de 19% nas vendas) e Europa (-11%). A perda de terreno nestes locais foi compensada pelo aumento das vendas na China. A companhia se beneficiou, ainda, de operações cambiais. Se o câmbio não tivesse mudado ao longo do ano, a queda nas receitas teria sido de 10% no geral e de 11% em redes.

Anterior PSafe inicia operações no México
Próximos Receita da Alcatel-Lucent cresce 5% no trimestre