SindiTelebrasil quer negociar com municípios a instalação de infraestrutura


A expansão da demanda por  mais estações radiobase, o que necessariamente vai mexer com a paisagem e a infraestrutura urbana. “Não temos saída, vamos ter que construir rede. Então temos que negociar com os municípios, dar informações e chegar a um ponto comum”, disse Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil, durante o 30º Encontro Tele.Síntese, que se realiza hoje em São Paulo.

 

A estimativa do SindiTelebrasil é de que, para atender as primeiras metas da telefonia móvel de quarta geração até a Copa do Mundo de 2014, será necessária a instalação de cinco mil antenas, quase 10% do número de antenas que o país já tem instaladas – 53 mil. “A previsão é de que a rede 4G vai consumir de três a quatro vezes o número de antenas da rede 3G, pois vai operar em uma frequência mais alta”, disse ele. Pelas simulações da Anatel, o número será de duas a três vezes maior. De qualquer forma, é um volume alto de antenas, cuja instalação vai demandar muita negociação até que se tenha uma legislação federal. A previsão do governo é enviar ao Congresso Nacional, no segundo semestre, o projeto de lei que trata da instação de infraestrutura em telecomunicações, que vem sendo chamado de “Lei das Antenas”.

 

Tendo em vista as restrições enfrentadas pelas operadoras para instalação de antenas – o Brasil conta com mais de 250 leis municipais e estaduais que disciplinam a instalação de antenas, a maior delas com  objetivo de proteger a população da radiação — , o SindiTelebrasil, além de se reunir com entidades que representam municípios, tem procurado as câmaras municipais de cidades com legislações mais restritivas a instalação de antenas para apresentar um conjunto de informações relativas ao baixo poder de radiação das estações radiobase. “Há muita desinformação e, assim, essas legislações, no intuito de proteger o cidadão de eventuais malefícios, acabam estabelecendo medidas que são mais prejudiciais”, comentou ele.

 

Para Levy, tanto o decreto, em fase final de elaboração, que trata do compartilhamento de dutos em rodovias como a Lei das Antenas, em debates preliminares, são iniciativas muito importantes para viabilizar a expansão das redes de telecom para atender à demanda e prover novos serviços. “Essas medidas, quando implementadas, vão também reduzir o custo dos investimentos”, diz Levy. Ele diz que a elaboração dessas medidas tem contado com a participação e colaboração da indústria de telecom. “Tem sido um diálogo muito produtivo”, assegurou ele.

 

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