SindiTelebrasil afirma que franquia ilimitada de banda larga pode ampliar desconexão


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Carlos Duprat, diretor do SindiTelebrasil (entidade que representa as operadoras de telecom) afirmou hoje, durante audiência na Câmara dos Deputados, que o projeto de lei que proíbe a franquia de dados da banda larga fixa, já aprovado no Senado Federal, poderá comprometer a inclusão de pessoas com menor poder aquisitivo. ” Não se pode ter um produto único para todos os Brasis, a renda do trabalhador brasileiro é muito desigual”, afirmou ele.

Ao fazer a analogia do consumo de internet ao consumo de água de um edifício, Duprat disse que, quando o uso é compartilhado todos rateiam o consumo. “O consumo da internet é igual ao consumo de água de um edifício, que não tem controle individual. Cada um faz o que quer, todos pagam igual, ou todos pagam para aquele que gasta mais”, observou.

E é isso que ele afirma que vai acontecer se prevalecer o projeto que proíbe as operadoras de praticarem franquias na banda larga fixa. “Se tiver um único plano, a maioria vai subsidiar a minoria, pois só quem gasta mais vai ser beneficiado. Será um Hobin Hood ao inverso”, afirmou.

Conforme o executivo, a proibição indiscriminada da franquia pode colocar em risco a qualidade e o uso eficiente da rede; acabará com o negócio de milhares de pequenos provedores, que adotam a franquia de dados em seus planos de serviços; e poderá inviabilizar o uso de tecnologias mais adequadas para áreas remotas. “Nenhum país proíbe a franquia”, concluiu.

Anatel

A superintendente de Relações com Consumidor da Anatel, Elisa Leonel, afirmou, por sua vez, que a agência está ainda compilando as mais de 17 mil contribuições apresentadas à consulta pública lançada sobre o tema. Ela assinalou, no entanto, que a demora da agência para decidir sobre o tema não prejudica o consumidor, já que a cautelar que proibiu as operadoras de implementarem qualquer franquia de dados na banda larga fixa continua em pleno vigor e não tem prazo para terminar.

 

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5 Comments

  1. Sabrina Vasconcelos
    9 de Maio de 2017

    NAO A FRANQUIA DE DADOS !!!
    Simples assim.

  2. Matheus Dilon
    9 de Maio de 2017

    Ainda bem que a Anatel está lendo todas as contribuições para decidir sobre essa regulação. Eu escrevi uma bem longa e descritiva!

    Se há franquia de consumo, por que então existe franquia de velocidade?! Se até hoje os planos são ilimitados, por que não fazer planos mais baratos com franquia? Não! Querem SUBSTITUIR a franquia ILIMITADA que JÁ TEMOS por um modelo de franquia baixas e COBRANÇA por adicional!

    SindiTelebrasil, cria vergonha nessa cara!!!!!

    Essa divisão de custos não faz sentido. O limite da velocidade limita o tráfego de informações que o usuário pode consumir, o tempo que ele demora pra consumir (o tempo da informação chegar até ele) e o que ele pode consumir (não adianta querer ver um streaming 4K numa internet de 2MB!)

    A ideia inicial era SIM limitar a TODOS os usuários numa franquia baixíssima, além de COBRAR por excedente.

    Anatel não pode deixar isso passar!!

  3. 10 de Maio de 2017

    Só querem roubar mais do povo. Toma vergonha na cara. Até a velocidade que nós pagamos é mentira. SindSafaTel.

  4. Cristian Pereira
    12 de Maio de 2017

    A desculpa mais furada que podem dar é de que será inacessível para pessoas de baixa renda. As empresas hoje EMPURRAM planos mínimos de velocidade. Por exemplo na OI se for assinar o menor plano de velocidade o valor é o mesmo de 15mb.
    E os tais combos que as empresas oferecem são vendas casadas, hoje quase ninguém quer mais telefone fixo, mas todos são obrigados a contratar planos de minutos, as empresas são tão sacanas que fazem de tudo para os clientes não saberem do PLANO BÁSICO que é uma lei e é muito mais em conta do que os planos mostrados nos sites e televendas.
    Se o problema é acessibilidade para população então que cobrem o justo pelos planos mais lentos.
    Porque vou pagar mais caro por mais velocidade para minha franquia acabar mais rápido?

  5. Heguiberto
    15 de Maio de 2017

    Correção da Matéria : Para a entidade, se as operadoras ofertarem planos limitados de banda larga fixa, as pessoas de menor renda não poderão pagar para ter acesso à internet ilimtada.