Sindicato paralisa atividades na Atento e prepara novos protestos


O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel-SP) paralisou por duas horas nesta terça-feira (11) as atividades na unidade Belém da Atento, empresa de Contact Center e terceirização de processos de negócio (BPO) recentemente vendida pela Telefónica ao grupo Bain Capital. Segundo o sindicato, os protestos são uma reação à ameaça da Atento de alterar as regras do Plano de Saúde e do Vale Refeição/Alimentação. A paralisação, segundo a entidade de classe, durou duas horas e ocorreu na troca de turno, entre 13hs e 15hs.
 

“A Atento quer excluir o atendimento de obstetrícia do plano de saúde das novas trabalhadoras e fracionar o Vale Refeição, Vale Alimentação e Vale Transporte. O Sindicato e os trabalhadores não concordam com tal decisão, pois descumpre a convenção coletiva da categoria”, afirmou o Sintetel-SP, que também questiona a definição pela empresa de qual condução os funcionários devem utilizar para chegar ao local de trabalho, para evitar pagamento adicional de metrô e trem. A opinião do sindicato é que a venda da Atento para a Bain Capital pode levar a uma deterioração das condições de trabalho, uma vez que a empresa “quer implantar aqui as condições trabalhistas praticadas em outras partes do mundo”.
 

Em nota, a Atento se defendeu e afirmou que “o atual plano de saúde da companhia contempla cobertura obstetrícia e, além disso, [a companhia] possui um programa específico para apoiar as gestantes no período da gravidez, intitulado de Mamãe Nota 10”.

A empresa declarou também que já está agendada uma reunião coletiva com todas as companhias do segmento e o Sintetel para o dia 13 de junho, com intuito de avaliar as propostas do sindicato em relação a este tema e outras necessidades do setor.

A Atento lembrou ser uma das maiores empregadoras no Brasil, com 85 mil funcionários, acrescentando que “acredita na negociação em prol do trabalhador e que o entendimento nas negociações deve prevalecer”. A companhia argumenta ainda que respeita todas as legislações trabalhistas vigentes, inclusive a NR-17, que regulamenta as condições de trabalho dos profissionais do setor.

Segundo o Sintetel, outras empresas de Contact Center de São Paulo planejam excluir o atendimento de obstetrícia do plano de saúde de novas funcionárias e que, por isso, prepara novos protestos para amanhã (12). (Da redação)
 

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