Siemens implanta rede convergente da Compesa


Até novembro de 2005, os três prédios da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa (empresa de economia mista do governo de Pernambuco), no centro de Recife, eram servidos por 27 centrais telefônicas pré-históricas – mecânicas e com válvulas, inclusive. Desde março, nesses endereços, que concentram quase 50% das linhas da companhia, há apenas três centrais …

Até novembro de 2005, os três prédios da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa (empresa de economia mista do governo de Pernambuco), no centro de Recife, eram servidos por 27 centrais telefônicas pré-históricas – mecânicas e com válvulas, inclusive. Desde março, nesses endereços, que concentram quase 50% das linhas da companhia, há apenas três centrais falando VoIP intra-rede. “As 210 linhas foram reduzidas a 120, incluídas as 30 do call center. Os três sites estão interligados por fibra óptica”, conta Romildo Porto, gerente de tecnologia da informação da Compesa.

A mudança, diz, era necessária para superar um quadro de crescimento desestruturado, baseado em mainframe com terminais burros. Em resumo, um conjunto envolvendo tecnologia e aplicações escritas em liguagens de programação obsoletas, sobre o qual era inviável evoluir. Nesse cenário, nasceu o projeto de rede estruturada e convergente de voz, dados e imagem, licitado em agosto do ano passado e vencido pelo consórcio formado pela Siemens e pela empresa local Aragão Engenharia.

Contrato de serviços

No valor de R$ 10,9 milhões, desembolsados em 48 parcelas mensais, o contrato é na modalidade de prestação de serviços (outsourcing total). Findos os quatro anos, os ativos envolvidos (equipamentos Siemens e outros) passam a ser propriedade da contratante. “Não é recomendável uma empresa pública investir em ativos de telecomunicações ou informática”, observa Porto, acrescentando que, via links de comunicação da Telemar (que vão substituir os da Embratel), a rede corporativa da Compesa pode se integrar à rede PE-Multidigital (veja reportagem), estendendo o seu alcance para o interior do estado. No dia 2 deste mês, a Compesa desligou o antigo sistema de telefonia, no dia 15, inaugurou a unidade de resposta audível da central de atendimento.

Economias

Com a conclusão da rede corporativa, a companhia reduzirá em cerca de 40% os seus custos mensais de R$ 300 mil com telecomunicações, além de diminuir o tempo médio de atendimento, nas Lojas do Cliente, de 20 para 5 minutos.

A expectativa é que todas as unidades da Compesa (Região Metropolitana e interior) migrem para a nova infra-estrutura de comunicação até o final de 2006. Como o projeto também deixa para trás sistemas proprietários e passa a operar com software livre (Linux), a empresa estima economizar mais de R$ 100 mil mensais, até então dispendidos com com pagamento de licenças de uso de software, segundo o gerente de TI.

A entrada da Compesa na era digital será largamente compensada pelo aumento da satisfação do cliente, assinala Porto, que destaca, ainda, melhorias para os funcionários, que passam a contar com o recurso à internet, correio eletrônico, ambiente gráfico. E, como não poderia deixar de ser, a empresa ganha coma segurança do sistema e a possibilidade de os seus gestores trabalharem com mais informações e sistemas inteligentes.

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