Siemens aposta no RFID para supply chain


A Siemens apresentou hoje, 10, em São Paulo, suas novas soluções para a supply chain (cadeia de suprimentos) para fornecedores, transportadores, operadores de logística e representantes do varejo (como, por exemplo, Casas Bahia e C&A). Uma das apostas da empresa alemã para os próximos anos, inclusive no mercado brasileiro, é o uso do sistema de …

A Siemens apresentou hoje, 10, em São Paulo, suas novas soluções para a supply chain (cadeia de suprimentos) para fornecedores, transportadores, operadores de logística e representantes do varejo (como, por exemplo, Casas Bahia e C&A). Uma das apostas da empresa alemã para os próximos anos, inclusive no mercado brasileiro, é o uso do sistema de identificação RFID.

O RFID usa uma etiqueta (tag) com chip que funciona por rádio-frequência. Nos últimos anos, a rede de supermercados Wal Mart, dos Estados Unidos, implantou o sistema com RFID em 500 lojas do país forçando outros integrantes da cadeia a adequar suas operações.

A tecnologia é uma espécie de up grade do código de barras. Com a diferença, entre outras, de identificar vários produtos ao mesmo tempo. No caso, o carrinho de compras, ao passar no caixa, informaria o preço total da compra de uma só vez, em vez de produto por produto como é hoje. Para os executivos da Siemens, há inúmeras funções onde o RFID pode dinamizar a supply chain.

A empresa implementou sistemas do tipo no pátio da BMW em Munique (assim qualquer modelo do carro poderia ser identificado mais rápido), e na cadeia de varejo alemã Metro, onde todo o processo, desde o empacotamento, transporte e distribuição dos produtos passou a ser monitorado. Há ainda experiências na Austrália com pneus. A etiqueta vem vulcanizada no próprio produto. Toda a vida útil do pneu é monitorada a fim de que, quando não tiver mais uso, ele possa ser processado de forma adequada, em vez de causar danos ao meio ambiente.

“Dentro de dois anos, o Brasil estará apto a implantar sistema do tipo em cadeias inteiras de suprimento”, prevê Duarte Minohara, gerente de vendas da Siemens no Brasil. Segundo ele, empresas de pneus no Brasil já estão em contato com a Siemens para fazer uso da tecnologia. Para tanto, ainda é necessário que haja uma padronização das próprias etiquetas, de forma que haja integração entre os sistemas.

E, mais importante, a redução do preço da mesma etiqueta. Hoje, nos Estados Unidos, ela custa em média US$  0,15, para uma escala de, no mínimo, 1 milhão de tags. Preço ainda alto (o código de barras é praticamente custo zero), principalmente para o Brasil, que não tem expectativa, curto prazo, de encomendas de tamanha escala.  (João Luiz Marcondes)

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