Shiron aposta em fabricação local para crescer no mercado de VSATs


A Shiron, fabricante israelense de equipamentos para comunicação via satélite, quer entrar definitivamente no mercado sul-americano de VSATs, terminais terrestres bi-direcionais de satélite, bastante utilizados para transmitir dados em banda estreita ou larga para outras estações terrestres. Para tanto, inaugurou no início do ano um escritório no Rio de Janeiro, e pretenden iniciar produção nacional …

A Shiron, fabricante israelense de equipamentos para comunicação via satélite, quer entrar definitivamente no mercado sul-americano de VSATs, terminais terrestres bi-direcionais de satélite, bastante utilizados para transmitir dados em banda estreita ou larga para outras estações terrestres. Para tanto, inaugurou no início do ano um escritório no Rio de Janeiro, e pretenden iniciar produção nacional do equipamento, mirando as contas das grandes operadoras de satélite. Segundo Paulo Berlinsky, diretor de vendas no Brasil, “nosso objetivo é ter até o final do ano uma base instalada de mil VSATs, e para isso estamos procurando as pequenas operadoras que utilizam soluções via satélite”.

Ele destaca que a empresa deve ganhar credibilidade no mercado com a fabricação nacional, que deve ser iniciada dentro de um mês em parceria com a Samina, em Hortolândia: “não há VSTAs fabricadas no Brasil, e com a fabricação local pretendemos ganhar vantagem de 15% a 18% frente aos produtos importados, apenas considerando-se ganhos em impostos”. Berlinsky avalia que o mercado nacional deva instalar cerca de 30 mil VSATs nos próximos 12 meses: “só o Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão) vai gerar 20 mil postos”.

Perspectivas

O executivo avalia que há um grande potencial de crescimento para a comunicação satelital no país, principalmente para disseminação de banda larga. “O grande potencial do satélite é como backhaul, porque neste caso é possível dividir os custos dos equipamentos com um grande número de usuários”, avalia. Ele também vê grande potencial para a utlização de satélite para a telefonia rural, mas esta aplicação depende do surgimento de um grande integrador nacional. “As grande operadoras não querem ir para as áreas rurais, deixando estes espaços para outras operadoras, mas para estas falta um integrador das diferentes tecnologias envolvidas no processo”.

Outro aplicativo satelital com alta possibilidade de sucesso no país, na avaliação de Berlinsky, é o serviço de DTH (transmissão de TV diretamente para a casa do assinante, na sigla em inglês). “Hoje já vemos empresas de DTH entrando na área terrestre”, destaca, acrescentando que neste campo também se reproduz a briga entre os mexicanos da Telmex e os espanhóis da Telefónica. “A TVA (que tem participação da Telefônica) e a Net (com participação da Telmex) querem lançar serviço de DTH, e essa briga deve esquentar mais para frente”, prevê o executivo.

Anterior MPF/PB processa a Oi por cobrança indevida de serviços
Próximos Bell Canada corta 2,5 mil postos