Setop box, com MPEG 4 e sem canal de retorno.


14/07/2006 –  O primeiro setop box a ser especificado pelo governo já vai trazer o sistema de compressão de sinais MPEG 4, além da alta definição. Mas não vai ter canal de retorno, seja pela telefonia fixa, pela móvel ou por WiMAX. Ou seja, esse conversor de sinais vai permitir apenas ver televisão, com imagem …

14/07/2006 –  O primeiro setop box a ser especificado pelo governo já vai trazer o sistema de compressão de sinais MPEG 4, além da alta definição. Mas não vai ter canal de retorno, seja pela telefonia fixa, pela móvel ou por WiMAX. Ou seja, esse conversor de sinais vai permitir apenas ver televisão, com imagem de melhor qualidade. Nada além disso.

A decisão de não incluir a interatividade está relacionada ao fato de o atual middleware do sistema japonês não dispor desse aplicativo. E de a implementação do middleware desenvolvido no país – o Ginga, por exemplo, da Universidade Federal da Paraíba – demandar de 12 a 18 meses para entrar em produção. Ainda são necessários testes para implementar o middleware no chipset. E o governo vai ter que especificar exatamente o que quer no middleware, definindo as características do que será adotado pelo Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T). Assim, o uso da TV digital para aplicações interativas e de governo eletrônico, mencionadas no discurso do presidente Lula no lançamento do SBTVD-T, só vai acontecer, na melhor das hipóteses, a partir de 2008.

Para executivos de operadoras fixas e móveis, a não inclusão da interatividade nas especificações mínimas do primeiro setop box, se vier a ocorrer, é um erro gravíssimo que pode comprometer o futuro das aplicações interativas na TV digital. Argumentam que o conversor já teria que ter a conexão para o telefone, mesmo que o middleware não disponha de interatividade, pois é muito mais barato, para o usuário, substituir o software do que trocar o equipamento no futuro. “Se começarem a ser vendidos setop boxes sem o canal de retorno, a tendência é que se consolide o modelo de negócios da TV sem interatividade, porque você vai consolidando uma base instalada que fica muito difícil de ser trocada no futuro. Ainda mais que quem vai comprar o conversor é justamente a população de menor renda, que não pode adquirir o televisor digital. Esse é um caminho que não interessa ao usuário, mas é o melhor dos mundos para os radiodifusores”, comenta um executivo.

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