SET: padrão japonês é mais flexível


Depois de historiar o conhecimento sobre TV digital da Sociedade de Engenharia de Televisão e Telecomunicações (SET), que testou todos os padrões existentes, sua vice-presidente, Liliana Nakonechnyj, garante que o padrão mais adequado para a digitalização da TV no país é o japonês ISDB-T. Por ser o mais flexível, ao permitir a segmentação dentro do próprio …

Depois de historiar o conhecimento sobre TV digital da Sociedade de Engenharia de Televisão e Telecomunicações (SET), que testou todos os padrões existentes, sua vice-presidente, Liliana Nakonechnyj, garante que o padrão mais adequado para a digitalização da TV no país é o japonês ISDB-T.
Por ser o mais flexível, ao permitir a segmentação dentro do próprio canal, e porque sua modulação, medida pela capacidade em megabits por segundo (Mbps) é a melhor, tanto para a transmissão fixa como para a portátil.
“Os europeus DVB-T e DVB-H não são aderentes à radiodifusão e prejudicam a sua qualidade. Neles, como no americano ATSC, a portabilidade é feita fora do canal de TV”, argumentou Liliana, que participou, hoje, 21, do 5º Encontro Tele.Síntese, realizado em São Paulo. Por isso, acrescentou, a SET recomendou o ISDB ao governo e às emissoras.
Benefícios
Liliana considera a TV digital como uma verdadeira “ferramenta de sobrevivência” da televisão aberta no Brasil. Mesmo destacando que a sua implementação não será indolor, ela enxerga múltiplos benefícios na digitalização.
Por exemplo, com a monoprogramação em TV de alta definição (HDTV), o usuário terá qualidade de cinema em casa, além do fato de a HDTV ser uma tendência mundial.

Em relação aos preços dos displays (plasma, cristal líquido), elevados, hoje, Liliana diz que tendem a cair rapidamente, se a tecnologia cair no gosto do público. “Aqui, a TV de alta definição será um objeto de desejo do consumidor”, ilustra a dirigente da SET.
Quanto à multiprogramação em SDTV (TV digital padrão), segundo Liliana seria uma alternativa à monoprogramação em HDTV durante a transição da transmissão analógica para a digital. Em relação à interatividade (datacast), afirma que é possível tanto com HDTV, como com múltiplos SDTV.
A vice-presidente da SET considera que TV digital é um assunto que diz respeito aos radiodifusores, embora pondere que parcerias entre emissoras e operadoras de telecomunicações seja possível, por exemplo, se a interatividade incluir canal de retorno, com ou sem fio.
“A TV aberta não vai entrar na área das telecomunicações porque sua comunicação não é pessoa a pessoa, o que é a vocação das telcos”, diz ela, acrescentando que a escolha do padrão deve considerar alinhamento a tecnologias utilizadas por blocos mundiais, tendo em vista a redução de preços e a evolução permanente.
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