SES vai atualizar 2 mil antenas de cabo-operadores na América Latina


A operadora de satélites SES termina em setembro uma iniciativa para atualizar as antenas de cabo-operadores. O objetivo é aproveitar a banda C-Planejada do satélite SES-6 no Brasil, Colômbia e Peru. Concluída essa atualização, a empresa vai iniciar um novo programa de antenas para renovar o parque de receptores das frequências de um novo satélite, o NSS-806, que vai ocupar a posição de 48 graus adquirida no último leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Segundo Jurandir Pitsch, vice-presidente de vendas para a América Latina da empresa, o contrato de concessão será assinado no próximo 12 de agosto. A partir de então, a SES terá quatro anos para ocupar as duas posições orbitais adquiridas (48 e 64 graus). A companhia poderá deslocar satélites para os pontos, mas isso seria uma solução temporária. “É bem provável que a gente venha a anunciar um satélite novo para ao menos uma das posições, um satélite maior, que fornecerá banda C, Ku e Ka”, diz

A empresa também deve investir na criação ou adaptação de centros operacionais para estes satélites. “Serão dois, como ganhamos duas posições, ao custo de US$ 7 milhões por satélite. Temos quatro anos para ocupar a posição de 48 graus, e seis anos para a posição de 64 graus. Os centros de operação têm que ser feitos nesse prazo também”, observa.

No primeiro programa de Antenas a ser concluído no mês que vem, Pitsch diz que foram investidos US$ 5 milhões, para toda a América Latina. O segundo programa, que deve ser iniciado em outubro, também visa a criação de uma comunidade de vídeo. “A gente vai fornecer um kit para receber a banda nova ou trocar antena, caso seja muito velha. Já estamos comprando antenas. E vai ser maior que o primeiro, com 2 mil antenas na América Latina”, diz.

O satélite que vai ocupar a posição de 68 graus será dedicado ao DTH, que “é mais rentável, mas também é mais arriscado”, diz. Da frota da SES de 55 satélites no mundo, 15 são DTH. “São grandes clientes que compram por longo períodos, pelo meno três anos”, conclui.

Atualmente, a América Latina representa 7% da receita da SES, o Brasil é metade deste valor. O conjunto de satélites dos leilões mais o SES-10, de operação internacional, previsto para ser lançado em dois anos, devem dobrar a importância da região no faturamento global da empresa.

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