SES amplia a conectividade na Amazônia colombiana durante a pandemia


A operadora de satélites SES anunciou hoje, 8, que assinou em maio contrato com o provedor Skynet, da Colômbia,  para aumentar a capacidade de tráfego de dados em banda Ka na região amazônica daquele país. As empresas não revelam valores. O aumento da carga disponível foi direcionado à cidades de Letícia, principal aglomerado urbano da região.

A Skynet foi contratada pelo ministério das comunicações colombiano para suprir as necessidades de tráfego de dados nos hospitais da Amazônia colombiana. Dessa forma, o provedor local ficou responsável por conectar hospitais e assegurar que serviços de telemedicina ligando profissionais do único hospital de Letícia aos de Medellin e Bogotá tenham funcionamento contínuo. Também montou cinco hotspots WiFi para acesso público.

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Como no Brasil, a região amazônica da Colômbia é uma das mais atingidas pela pandemia de Covid-19. O país tem cerca de 39,2 mil infectados e 1,25 mortos pela doença. O departamento do Amazonas é o quarto mais afetado, embora seja o 29º mais populoso do país.

É também uma das regiões com menor conectividade, menor capacidade hospitalar instalada e menor quantidade médicos disponíveis por habitante. Daí a ordem do Executivo em conectar os profissionais de saúde de lá com outros em Bogotá e Medellin, regiões mais densamente habitadas do país.

Serviços tradicionais

O contrato da SES com a Skynet, no entanto, vai além da demanda do ministério. O provedor ampliou a cobertura de serviços residenciais e corporativo, assim como instalar pontos de WiFi cujos acessos serão revendidos por empresas locais. A capacidade contratada vem em parte da constelação de média órbita da O3b, para os serviços de telemedicina e cinco pontos WiFi. O satélite geoestacionário SES-14 é usado para suprir a capacidade de uma zona WiFi extra.

A parceria entre as empresas não é nova. A Skynet recorre à constelação da O3b desde 2015, para fornecer banda larga rápida em Letícia. A SES tem ainda acordo com outros provedores de banda larga no país para o fornecimento de internet em áreas remotas. É assim na ilha de San Andrés, onde tem acordo com a TV Isla, responsável pelo acesso fixo de 2,5 mil casas e 32 hotspots WiFi, todos baseados em capacidade da O3b. E também com o provedor Inred, que tem 1 mil hotspots WiFi no país que dependem do satélite SES-14.

Omar Trujillo, vice-presidente de vendas para dados fixos das Américas da SES Networks diz que o uso na Colômbia pode ser replicado no Brasil em breve. “A gente gostaria de trazer o WiFi comunitário para o Brasil. Estamos em conversa com clientes potenciais”, afirma.

Investimentos

Quanto à capacidade adicional para hospitais remotos, ele conta que ainda não há nada neste sentido firmado no Brasil também. O executivo lembra a capacidade sobre as Américas será ampliada em 2022, com o lançamento do novo satélite geoestacionário SES-17 e mais 7 satélites O3b mPower de órbita média, operando em banda Ka.

Conforme Trujillo, serão mais 1 Tbps sobre o continente, o que permitirá ofertar serviços de até 15 Gbps. Atualmente, a velocidade chega a 2 Gbps com o SES-14 e equipamentos da O3b.

Apenas o SES-17 demandará investimentos de US$ 500 milhões, enquanto a constelação adicional O3b mPower custará US$ 1 bilhão à companhia, contanto os satélites e a rede terrestre para operá-los.

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