Serviços para população de baixa renda podem ser rentáveis


Oferecer serviços móveis para a população de baixa renda pode ser rentável, além de ampliar a inclusão digital e contribuir para o desenvolvimento do país. Essa é a conclusão de Caetano Notari, da Ericsson, em palestra feita hoje, 4 de outubro, no Futurecom, sobre a oferta de serviços para o público de menor renda. “Muitas …

Oferecer serviços móveis para a população de baixa renda pode ser rentável, além de ampliar a inclusão digital e contribuir para o desenvolvimento do país. Essa é a conclusão de Caetano Notari, da Ericsson, em palestra feita hoje, 4 de outubro, no Futurecom, sobre a oferta de serviços para o público de menor renda. “Muitas vezes subestimamos esse mercado, porque é carente de serviços e paga pouco por transação, mas, dependendo do que é oferecido, vale a pena”, ressaltou o executivo, citando a última pesquisa do IBGE para apontar que “está havendo transferência de renda para os brasileiros mais pobres”.

Para rentabilizar as operações com clientes que geram baixa ARPU (receita média por usuário), Notari indica três passos básicos: reduzir as barreiras de conexão com a internet, para aumentar o número de usuários; desenvolver serviços que sejam relevantes para este público, e entregá-los da maneira mais rápida e barata possível, pois “o retorno do investimento vem, principalmente, com ganhos de escala”.

Dentre os serviços que podem ser explorados neste segmento, ele citou exemplos já existentes em outros países, como o Wizzit, desenvolvido pelo Banco de Atenas, na África do Sul. Trata-se de mobile banking, baseado em mensagens de texto (SMS), no qual não é necessário ter uma conta bancária para realizar movimentações financeiras, e funciona também para o recebimento de salário e transações comerciais.

Outro que poderia ser adequado ao Brasil é o Padala, prestado pela  operadora móvel filipina Smart, e que permite enviar dinheiro para parentes distantes, também via SMS. “Esse serviço é muito utilizado por estrangeiros que querem mandar dinheiro para suas famílias nas Filipinas, e poderia ser usado também no Brasil, por pessoas que vão aos grandes centros para trabalhar, e enviam regularmente recursos para suas famílias, em suas cidades de origem”, acrescentou Notari.

SMS

O executivo da Ericsson destacou o SMS como a principal ferramenta para atender ao público de baixa renda, pelo fato de estar presente em todos os terminais GSM, ter baixo impacto nas redes, e baixo custo por operação. “O SMS é essencial, e está se tornando uma realidade com a redução do analfabetismo que, no Brasil, não é tão grande entre a população de 15 a 24 anos, e sim acima dos 40”, afirmou.

Ele lembra que o SMS é um dos principais canais de comunicação utilizados por jovens de baixa renda, e avalia que esse serviço tem que ser melhor explorado, devido à sua grande potencialidade. “O celular já está nas mãos das classes D e E, e temos que utilizá-lo melhor para aumentar o acesso dessa população à internet e a outros serviços móveis”, concluiu Caetano Notari.

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