Serviços de telecomunicações recuam 1,4% em março


Os serviços de informação e comunicação lideraram as quedas do setor no mês de março, com recuo de 1,7%, influenciado pelo desempenho de TI (-2%) e telecomunicações (-1,4%), na comparação mês a mês. No confronto anual, esse segmento avançou 0,8%, com a alta de 9% dos serviços de TI. Os serviços como um tudo recuaram 0,7%, como mostra a pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta terça-feira, 14.

Entre fevereiro e março, os serviços de informação e comunicação caíram em todos os segmentos, como os 2% no de TI, 1,7% no de telecomunicações, 0,7% no de TIC e 0,5% no de audiovisual. Na comparação com igual mês do ano passado, somente os segmentos de audiovisual (-7%) e telecomunicações (-1,5%) tiveram resultados negativos. Os serviços de TI avançaram 9% e os de TIC, 1,9%.

Nessa comparação, a alta foi puxada por mais  portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, além de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis. Já no acumulado do ano, a alta de 3,4% dos serviços de informação e comunicação, foi influenciada, além de mais portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, pela consultoria em tecnologia da informação; desenvolvimento e licenciamento de softwares.

Entre janeiro e março deste ano, os serviços de audiovisuais recuaram 4,3%, enquanto os demais tiveram altas. Os de TI, por exemplo, subiram 14,1%; os de TIC, 4.5% e os de telecomunicações, apenas 0,3%.

Nos últimos 12 meses, os serviços de informação e comunicação apresentam alta de 1,3%, sustentados pelo crescimento de 9,2% no segmento de TI e de 2,2% no de TIC. Já os serviços de audiovisual caíram 4,2% e os de telecomunicações, 1%.

Queda

Segundo o IBGE, o volume de serviços caiu 0,7% em março, na comparação com fevereiro. Com isso, o setor acumula queda de 1,7% nos três primeiros meses de 2019 e elimina a alta de 0,9% entre outubro e dezembro de 2018.

Na comparação com março de 2018, o volume de serviços caiu 2,3%, a queda mais intensa desde maio de 2018 (-3,8%). Esse resultado interrompeu sete taxas positivas seguidas nessa comparação.

O setor acumula alta de 1,1% no ano, com melhora de dinamismo frente ao terceiro (0,7%) e quarto (0,9%) trimestres de 2018. O acumulado em 12 meses passou de 0,7% em fevereiro para 0,6% em março, interrompendo a trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

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