Serviços de comunicação revertem queda em junho e sobem 2,5%


Os serviços de informação e comunicação apresentaram alta de 2,5% em junho frente ao resultado de maio, que ficou negativo em 0,5%. O pior desempenho é do segmento de telecomunicações, que teve alta de apenas 0,1% ante o mês anterior. Já os segmentos de TI (+3,7%), audiovisual (+2,4%) e TIC (+2,4%) apresentaram altas mais expressivas, como mostra a pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta terça-feira (14).

De acordo com o instituto, os serviços de tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e de hospedagem na internet; TV aberta, telecomunicações, desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis foram os destaques do mês. Porém, o setor ainda está 7,8% defasado do ponto mais alto da série, alcançado em março de 2015.

Na comparação com igual  mês do ano passado, os serviços de informação e comunicação cresceram 1,4%. O segmento de telecomunicações teve queda de 0,3%, enquanto que o de TI avançou 4,1%. Os segmentos de TIC e de audiovisual tiveram variação positiva em 2,4%. Nesse confronto, os destaques são a queda dos serviços de telecomunicações e consultoria em tecnologia da informação.

No semestre, o setor de serviço de informação ainda apresenta resultado negativo de 2%, resultado influenciado pela queda de 4,5% do segmento de telecomunicações. Os segmentos de TIC e audiovisual também tiveram resultados negativos, de 2% e 2,6%, respectivamente. Enquanto o segmento de TI avançou 4,2%.

Segundo a pesquisa, os serviços de informação e comunicação recuaram 2,2% nos últimos 12 meses, após resultados de -4,5% do segmento de audiovisual; -4,2% de telecomunicações e -1,4% de TIC. Já o segmento de TI avançou 2,9% no período.

Em junho, o volume de serviços no Brasil subiu 6,6%, recuperando-se da queda de 5% (revisado) registrada  em maio – quando ocorreu a greve dos caminhoneiros. Esse foi o maior resultado da série histórica iniciada em janeiro de 2011. Em relação a junho de 2017, o volume de serviços avançou 0,9%, segunda taxa positiva do ano nessa comparação. Com isso, houve redução no ritmo de queda do acumulado do ano, que passou de -1,3% em maio para -0,9% em junho. Já o acumulado nos últimos doze meses passou de -1,6% em maio para -1,2% em junho, mantendo a trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

 

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