Serpro aguarda decreto de Dilma para contratar Telebras sem licitação


Mazoni: "os fornecedores privados não serão excluídos"
Mazoni: “os fornecedores privados não serão excluídos”

O Serpro, que se viu fortalecido na estrutura do Governo Federal depois do vazamento da espionagem norte-americana, só aguarda o decreto da presidente Dilma Rousseff, para contratar a Telebras, sem licitação, para ser a provedora da infraestrutura do “ core” de sua rede. “A nova política, de nenhuma maneira, pretende excluir os fornecedores privados, mas transfere para o Estado as funções estratégicas da rede. Entre elas, no meu entender, está o “core” da rede do Serpro”, afirmou o presidente da companhia, Marco Mazoni.

A sua expectativa é, já no segundo semestre deste ano, ter contratado a Telebras para fazer a ampliação da capacidade da rede do Serpro, que hoje é de 10 Gbps para 100 Gbps. Isto porque, prevê o executivo, a migração dos sistemas da empresa para a nuvem – como está ocorrendo – e o desenvolvimento de novas soluções de ponta para os diferentes ministérios do governo federal, seu único cliente, vai ampliar bastante o consumo e tráfego de dados. “Na nuvem, os dados gerados ficam muito mais nas redes de telecomunicações do que na internet”, explica.

O Serpro, que tem a mesma capilaridade que o seu principal cliente – a Receita Federal –, presente em mais de 19 mil pontos (portos, fronteiras e aeroportos de todo o país) e postos de fronteiras, sabe que terá que contar com as operadoras de telecomunicações para manter a sua comunicação de dados capilarizada.

Mas Mazoni assinala que a opção pelo software livre se fortalece até neste segmento. Em recente licitação para a contratação do serviço celular de toda a estatal, vencida pela Vivo, será escolhido o sistema operacional aberto Firefox, uma aposta da Telefónica para o mundo móvel.  

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