Sercomtel vai leiloar empresas de TV por assinatura


A Sercomtel já contratou uma consultoria que está fazendo a avaliação de duas empresas de TV por assinatura do grupo, em Osasco, na Grande São Paulo, e na região metropolitana de Florianópolis, Santa Catarina, que serão alienadas. A decisão faz parte do processo de reestruturação das empresas do grupo, em implementação desde maio do ano passado, quando o empresário Fernando Lopes Kireeff assumiu a presidência da Sercomtel. As duas empresas de TV a cabo operam com a marca Net e serão alienadas por meio de um leilão. “Este ano estamos focando o trabalho de reorganização nas coligadas e decidimos alienar as operações de TV por assinatura porque, embora sejam empresas atraentes, não têm sinergia estratégica, uma vez que nossa operação está concentrada no Paraná”, explicou Kireeff. Ainda não há uma data definida para a publicação do edital, mas a meta é realizar o leilão ainda este ano.

Na primeira etapa da reestruturação, o presidente da empresa priorizou as operações de telefonia fixa e de internet, e da celular. “Redesenhamos a estrutura de custos, revimos contratos com os fornecedores e reposicionamos os produtos, além de termos redesenhado a tipologia da infraestrutura”, conta Kireeff. Com a reestruturação, ele acredita que a empresa conseguirá fechar 2010 com resultado operacional positivo, revertendo a situação dos últimos anos quando teve apenas lucros extraordinários — no ano passado fechou com prejuízo de R$ 19 milhões.

Leilão da banda H

O presidente da empresa diz que ainda está avaliando a participação no leilão de licitação da banda H (1,9/2,1 GHz) para licenças de terceira geração, e demais sobras de frequências de telefonia celular (bandas de 800 MHz, 900 MHz, 1,8 GHz e extensão em TDD de 1,9 GHz), previsto para o dia 15 de dezembro. Kireeff considera alto o preço mínimo estimado para a banda H, de R$ 1,1 bilhão. “Ainda estamos avaliando as possibilidades e a decisão vai depender basicamente de uma análise de competitividade e do retorno do investimento, que está cada vez mais crítico, uma vez que o mercado está atingindo a saturação”, explicou.

De acordo com Kireeff, a empresa tem interesse em algumas regiões, como a do código 43, no Norte do Paraná, onde atua. “Estamos olhando com muito carinho, pois entendemos que a ampliação na nossa área de atuação pode ser benéfica para a empresa”, comentou, lembrando que na sua região compete com todos os demais players do mercado.

Anterior STJ decide que CBF deve multa à TVA por descumprir contrato
Próximos Teles devem manter batalha jurídica sobre consulta do PGMU