Sercomtel amplia base de assinantes de telefone fixo e banda larga com expansão no Paraná


Já presente em 29 cidades, entre elas a capital Curitiba, a Sercomtel, concessionária de Londrina que tem como acionistas a prefeitura local e a Copel, conseguiu ampliar sua base de assinantes de telefone fixo e de banda larga, desde que iniciou seu processo de expansão, em 2010. Sua rede de telefonia fixa conta com uma base de 200 mil assinantes, 30 mil deles fora de sua área de concessão; na banda larga, são 80 mil assinantes, 20 mil deles nas cidades paranaenses onde foi disputar mercado.

Ainda este ano deverá chegar a mais três cidades no Norte do estado e, para 2012, os planos incluem Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Guarapuava. Toda a expansão está sendo feito em parceria com a Copel Telecom, cuja rede cobre cerca de 270 municípios do estado. Também no ano que vem ela vai fazer uma experiência piloto de atender a pequenos municípios, sem a parceria com a Copel. “Vamos ver se existe modelo de negócios”, informa Roberto Coutinho Mendes, presidente da empresa desde agosto deste ano.

Mesmo tendo que enfrentar, na maioria das grandes cidades paranaenses, a concorrência da Oi, GVT e Embratel, Coutinho diz que a operadora vem sendo bem sucedida junto ao mercado corporativo, que é o seu foco. “Temos a marca, a tradição e o conhecimento do mercado”, explica o presidente da menor concessionária do país, com receitas da ordem de R$ 250 milhões.

Novos serviços

Inicialmente anunciado para dezembro deste ano, o lançamento de seu serviço de TV paga, via satélite, acabou adiado para fevereiro. A comercialização começa por Londrina. “Tínhamos que acelerar o passo para entrar na disputa dos pacotes integrados de voz, dados e vídeo”, conta Coutinho, que já atuava na empresa na diretoria de marketing.
Para lançar seu serviço de TV por assinatura, a Sercomtel fechou contrato com a Media Networks Latin America (MNLA), empresa do grupo Telefónica, que vai fornecer processamento de dados para áudio e vídeo para a operação. O serviço de headend a ser prestado pela MNLA à nova empresa de DTH é semelhante àquele já fornecido à Oi. Telefônica e Algar Telecom também são clientes da MNLA. De acordo com a operadora paranaense, o projeto consumirá, ao todo, R$ 6,2 milhões, entre a aquisição da licença única do provedor satelital, distribuição e a compra de kits.

Se seu projeto de TV paga está definido e em implantação, o de expansão da telefonia móvel ainda carece de definição. Com o serviço limitado a sua área de concessão (Londrina e Tamarana) e uma base de apenas 80 mil assinantes, a Sercomtel quer expandir a oferta como operadora virtual de alguma celular. Desde o início do ano procura um parceiro, mas ainda não encontrou, segundo Coutinho, o modelo de negócios ideal. “Continuamos em negociações”, diz, sem revelar os nomes dos eventuais parceiros.

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