Separação de redes e serviços: o consenso é pela pactuação.


A separação da rede de telecomunicações dos serviços a serem prestados pode trazer mais problemas do que vantagens, alertou hoje, durante o 12º Encontro Tele.Síntese, Raúl Katz, diretor do Instituto de Tele-Informação da Universidade de Columbia. Argumento que foi contestado pelo técnico da Anatel, José Eduardo Thyrso de Lara, para quem esse seria o melhor …

A separação da rede de telecomunicações dos serviços a serem prestados pode trazer mais problemas do que vantagens, alertou hoje, durante o 12º Encontro Tele.Síntese, Raúl Katz, diretor do Instituto de Tele-Informação da Universidade de Columbia. Argumento que foi contestado pelo técnico da Anatel, José Eduardo Thyrso de Lara, para quem esse seria o melhor instrumento para impedir práticas anti-competitivas no setor.

Para Katz, a separação pode aumentar a complexidade regulatória, dificultar o financiamento das empresas, aumentar o custo da prestação dos serviços, limitar a capacidade de inovação tecnológica e provocar a queda na qualidade dos serviços prestados ao usuário final.

Thyrso, ao contrário, acredita que a separação das redes irá facilitar o debate sobre a convergência, pois poderá estabelecer o princípio da neutralidade tecnológica, ampliar a competição,  trazer a inovação e eficiência na prestação dos serviços competitivos, além de, com a sinergia, promover a redução de custos. "Apesar de todos os instrumentos regulatórios existentes, a transparência torna-se muito difícil sem a adoção da separação", afirmou ele.

Pacto

Se muitas foram as diferenças apontadas no evento que discute a separação de redes e serviços no contexto da convergência, houve, porém, uma concordância. Os dois entendem que o processo de separação de redes tem mais chances de dar certo se for pactuado. "No melhor exemplo, que foi o da Inglaterra, houve o apoio das incumbents, dos acionistas e o acordo com o regulador, sobre uma visão de futuro", afirmou Katz. "A separação não é uma tarefa simples", admitiu Thyrso.

Anterior Mudança do marco regulatório deve ser gradual
Próximos Confirmado: Cisco compra Navini por US$ 330 milhões.