Sem verba, Telebrás não sabe quantas cidades poderá ligar este ano.


O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, afirmou hoje (27) em audiência na Câmara dos Deputados, que a empresa que dirige já fechou contratos com fornecedores nacionais no valor de R$ 207 milhões e que já tem registros de preços de equipamentos que poderiam atender 3.045 cidades brasileiras. Ele ressaltou, no entanto, que ainda não pode falar sobre o número de cidades que a empresa poderá atingir este ano, pois depende da confirmação dos recursos orçamentários.

“Temos em caixa perto de R$ 280 milhões. No ano passado, pedimos R$ 600 milhões, foram empenhados R$ 316 milhões, mas nada foi liberado. Este ano, pedimos R$ 400 milhões, o Congresso aprovou R$ 226 milhões, e só foram descontingenciados R$ 50 milhões”, lamentou Santanna.
 
Segundo o presidente da estatal, ele não foi comunicado formalmente pelo governo da intenção de  investir R$ 1 bilhão na empresa, conforme havia dito o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na semana passada. “Quanto mais recursos, mais rápido e em mais cidades chegaremos”, afirmou.
 
Santanna disse ainda que os novos critérios de qualidade que a Telebrás irá adotar  para os pequenos provedores de internet irão medir a performance da rede, e não dependerão mais do número de usuários que ficarão conectados ao provedor. Esses novos critérios são aqueles sugeridos pelo Comitê Gestor da Internet.
 
Ele assinalou ainda que não vê qualquer problema em o Plano Nacional de Banda Larga estabelecer a oferta de 512 Kbps, enquanto a presidente Dilma Rousseff quer o mínimo de 1 Mbps para as concessionárias privadas. “Esta velocidade não é a da Telebrás, que poderá entregar velocidades muito maiores. Ela é do pequeno provedor, que irá vender o acesso ao usuário final”, afirmou.
 
Segundo Santanna, a Telebrás não irá vender banda larga para o usuário final. Quanto ao ingresso da empresa no novo mercado de ações, o executivo salientou que esta iniciativa só poderá ocorrer quando a estatal for uma empresa rentável, o que não ocorre hoje. Ele espera que o contrato com a Petrobras, para o uso de suas fibras, esteja assinado até o final de maio. Com isto, ele consegue chegar em 800 cidades até o final do ano, se tiver recursos.

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