Sem limites para aplicações


{mosimage}O WiMAX permite diversos serviços que somente uma combinação de diversas outras tecnologias permitiriam. Não há limites para novas aplicações com uma tecnologia flexível, eficaz quanto a custo, baseada em padrão aberto e totalmente interoperável.

De acordo com dados da Anatel e do Ministério das Comunicações, em 43% das cidades brasileiras ainda não há celular, banda larga ou TV a cabo. Privados dessas tecnologias, estes municípios limitam-se aos serviços de telefonia fixa.  Mesmo nos municípios com disponibilidade de banda larga, a penetração dessa tecnologia ainda tem muito espaço para crescer. Hoje, a penetração de banda larga no Brasil é de aproximadamente 3% da população.

Para que a Internet banda larga e a mobilidade sejam adotadas amplamente é necessário levar a tecnologia até localidades distantes e o custo alto de cabos e fibras pode inviabilizar a medida. Assim, a tecnologia sem fio é a melhor opção.

Quando falamos em tecnologia sem fio, os maiores investimentos ainda estão voltados para as redes de celulares 2.5G e Wi-Fi, mas ainda há inúmeras dúvidas e análises de retorno de investimento a serem superadas para a adesão em larga escala das tecnologias de banda larga sem fio, como WIMAX.

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Uma das principais dúvidas e equívocos está na decisão sobre em qual tecnologia de banda larga sem fio investir: 3G, Wi-Fi ou WiMAX. Ainda existe a percepção errada de que elas são 100% concorrentes e que atendem de forma uniforme todas as necessidades dos usuários a que se destinam. Embora concorram em aplicações e em poucas situações bem definidas, cada uma destas tecnologias tem sua caracterísica e são totalmente complementares. O 3G é uma tecnologia com prioridade para voz que tem a capacidade de se conectar em banda larga, porém com um custo muito alto. O Wi-Fi é uma tecnologia de banda larga para redes locais LAN (Local Area Networking), cujo raio de ação é de 100 metros e WIMAX é uma rede banda larga de dados que pode atingir 50Km de cobertura e até fazer voz (via VoIP).  Ou seja, cada uma delas tem sua função na cobertura e necessidade dos usuários e, por isso, elas podem coexistir.

Alguns fabricantes ainda estão tentando posicionar o Wi-Fi com a configuração de uma rede em “mesh” como uma alternativa ao WIMAX, porém a eficiência dessa solução demanda endereçar diversos desafios técnicos e conceituais, tais como garantir a segurança, o QoS, o gerenciamento, a dependência e disponibilidade de pontos de acesso – que não são propriedade do provedor de serviços que vai utilizar a rede, etc.  Ou seja, essa solução é viável para algumas aplicações e situações muito específicas e limitadas e, com certeza, não seria adotada por um provedor de serviços que demanda controle de sua rede.

A tecnologia WiMAX foi desenvolvida totalmente para endereçar as necessidades e exigências de uma rede de banda larga sem fio baseada no protocolo IP. Ela é padronizada (IEEE 802.16) e aberta a qualquer interessado que queira desenvolver produtos e serviços baseado neste padrão, permitindo uma economia de escala que oferece um custo total significativamente mais baixo do que as ofertas de banda larga com outras tecnologias. Além disso, é a única que permitirá a mobilidade total de seus usuários já a partir de 2007.

Limites
O WiMAX permite diversos serviços que somente uma combinação de diversas outras tecnologias permitiriam. Não há limites para novas aplicações com uma tecnologia flexível, eficaz quanto a custo, baseada em padrão aberto e totalmente interoperável, que permite uma conexão IP, sem fio, rápida e fácil de instalar, com QoS e segurança implementados desde o nascimento.

O WiMAX mudará o panorama dos mercados nos próximos anos. Além das aplicações tradicionais de banda larga e da mobilidade por meio de notebooks e celulares, entre as aplicações, não tão obvias, da tecnologia, estão: monitoramento de segurança (ruas, imóveis, carros, etc), controle de tráfego em cidades metropolitanas, medição remota de serviços (àgua, luz, gás, etc), controle de frota/ roteiro de transportes em geral, IPTV, VoIP, educação à distância on-line, procedimentos de saúde à distância on-line, etc.

De acordo com a Frost & Sullivan, a projeção é que 2.8 milhões de usuários utilizem WIMAX no Brasil em 2010. Já a Juniper Research prevê que o total de usuários do WiMAX móvel subirá de 1,7 milhões em 2007 para 21,3 milhões em 2012. Para a Intel, a tecnologia poderá representar 28% das conexões de banda larga no mundo em 2010.

Um bom exemplo do avanço e do potencial do WiMAX é a empresa Neovia que já conta hoje com 35 mil clientes, somente no estado de São Paulo. A empresa já recebeu diversos investimentos, inclusive da Intel Capital.

No Brasil a Intel vem assumindo um papel ativo para o desenvolvimento do ecossistema com o objetivo de fortalecer o futuro digital do País. A adoção do WiMAX possibilitará às regiões afastadas e com geografias acidentadas, o acesso à Internet banda larga e representará um impacto para o sistema educacional devido à infra-estrutura. Diversos projetos-piloto estão sendo realizados no Brasil. O mais importante foi anunciado em dezembro do ano passado com o Ministério das Comunicações e oficializou a utilização do WiMAX este ano no projeto de inclusão digital do governo federal – GESAC.


Gerente de Desenvolvimento de Mercado WiMAX para a América Latina

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