Sem leilão logo, Brasil pode ficar para trás no 5G, alerta a TIM


A TIM, que vem apostando fortemente na expansão de sua rede LTE (4G) já equipada com antenas que poderão ser convertidas para 5G no futuro, tem pressa para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realize um novo leilão de frequências.

Segundo o CEO da companhia, Sami Foguel, “quanto mais se espera, mais para trás o Brasil fica” no desenvolvimento do 5G que, a seu ver, será fundamental para desenvolvimento da competitividade do país.

“Queremos leilão de espectro o quanto antes. [Mais espectro] Vai colocar o Brasil em linha com resto do mundo”, disse hoje, 20, durante a conferência dos resultados de 2018 com analistas financeiros.

O executivo disse que os brasileiros não devem se perguntar quando teremos 5G. “A questão é quão rápido podemos ter. Esperamos que o leilão aconteça daqui a um ano, e que as redes entrem em operação um ano depois de feito o leilão”, falou.

Mesmo com pressa, a companhia defende mudanças no modelo de licitação de frequências brasileiro, em que o dinheiro arrecadado é destinado ao Tesouro Nacional. Mario Girasole, vice-presidente regulatório e de relações institucionais, afirmou que a abordagem da venda deve perder o viés arrecadatório para ser bem sucedida.

“Temos discussões para que exista uma abordagem racional em torno do 5G, tendo um leilão que privilegie o investimento na rede, não se baseia apenas no preço, e incentive o setor a gastar com a infraestrutura, não com o espectro”, falou.

Conforme os resultados de 2018 publicados ontem pela companhia, a TIM tem 28,6 mil elementos de rede (eNodeBs) LTE que poderão sofre upgrade para se tornar compatíveis com 5G.

A previsão é que o primeiro leilão para espectro 5G venda a faixa de 3,5 GHz. A própria TIM já confirmou que vai participar da licitação, e que em março inicia testes, ao lado das demais operadoras do país, de convivência do sinal com bandas satelitais.

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