O governo federal vai aceitar inscrições de empresas que atuam na área de hardware para participar da segunda fase do programa Startup Brasil. A novidade estará no primeiro edital deste ano, que deverá ser  publicado hoje,  (28) no Diário Oficial da União.

“Entendemos que existe oportunidade no setor de dispositivos, internet das coisas, sensores”, disse Virgílio Almeida, secretário de políticas de informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

O edital marca o início da segunda fase do programa, que vai até o início de 2016 e prevê investimentos R$ 20 milhões em empresas de base tecnológica. No período, 100 startups serão selecionadas para receber aporte financeiro de até R$ 200 mil, parte do governo, parte das aceleradoras. Estas deverão proporcionar também mentoria, infraestrutura, suporte jurídico e outros benefícios negociados com o empreendedor.

A primeira fase do programa, iniciado em 2012, ainda não terminou. Vai destinar R$ 40 milhões a 150 startups até o final de 2014. Deste montante, R$ 20 milhões foram investidos em 100 empresas, por enquanto. O restante será repassado ao longo do ano, garante Almeida. “Estamos seguindo rigorosamente os prazos”, ressaltou.

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Esta seleção para a segunda fase terá outras inovações em relação ao editais anteriores. Poderão concorrer empresas constituídas há no máximo quatro anos. Mas, empresas que já passaram por mentoria em alguma das aceleradoras participantes não poderão se inscrever.

Além disso, brasileiros que moram no exterior há três anos ou mais poderão inscrever seus projetos na cota internacional, que destina 25% dos investimentos a empresas oriundas de outros países.

O governo também simplificou o processo de inscrição. Agora, o empreendedor deverá preencher um formulário online, que será considerado seu modelo de proposta. Também deu maior poder de negociação aos novos empresários, permitindo que eles escolham até seis aceleradoras, de 12, com que negociar investimento.

As inscrições para a seleção começam em 28 de maio, e ficam abertas até 14 de julho. Um corpo de jurados, com representantes de empresas, academia e governo definirão as selecionadas. A aceleração terá início entre setembro e outubro deste ano, com duração de um ano. Mais informações sobre como participar no site www.startupbrasil.org.br.

Perfil das startups

O MCTI fez hoje um balanço para a imprensa de do programa Startup Brasil. Almeida se mostrou satisfeito com os resultados. A maioria das startups ainda se concentra no Sudeste, mas há selecionados de todas as cinco regiões do país. Essas startups inscreveram projetos relacionados a 15 setores, sendo varejo, educação e finanças os favoritos.

Como exemplo da concretude do programa, Almeida frisou que 50% das empresas selecionadas na primeira fase apresentaram, na proposta, um produto desenvolvido. Outros 35% já tinha ao menos um protótipo. Até o momento, 53% das startups já obtêm faturamento.

A participação das aceleradoras nas empresas também ficou dentro da média mundial. Segundo o MCTI, 53% das startups fecharam acordos de participação entre 5,1% e 10%. As aceleradoras investiram, em média, na primeira fase, até o momento, R$ 37 mil em dinheiro, e R$ 180 mil em mentoria, infraestrutura, jurídico e benefícios de parceria. O governo arcou, em média, com outros R$ 185 mil por empresa.

Por:  Rafael Bucco