Secretaria de Inclusão Digital quer formar 15 mil monitores de telecentro até 2013


A implementação do programa Telecentros.BR, parte da estratégia do Ministério das Comunicações em inclusão digital, vem ganhando força desde a publicação do edital do projeto no ano passado, completando a criação (ou adequação, no caso de centros existentes) de 8233 telecentros em todo o país, que contam com cerca de 12 mil monitores.

Segundo a coordenadora do programa da Secretaria de Inclusão Digital, Cristina Kiomi Mori, a meta agora é formar 15 mil monitores de telecentro nos próximos 2 anos através de bolsas do programa Telecentros.BR. “Queremos oferecer bolsas também para telecentros comunitários e Gesac”, disse Cristina durante o 10º Wireless Mundi em São Paulo nesta quinta-feira (6). Ela afirmou ainda que a Secretaria planeja, eventualmente, unificar esses projetos mais antigos dos telecentros comunitários e do Gesac, que fornece banda larga via satélite.

Para Cristina, a alfabetização digital e o aprendizado para que o usuário se aproprie das tecnologias é tão essencial para promover a inclusão digital quanto o acesso a infraestrutura e equipamentos, especialmente em um país onde, até o ano passado, mais da metade da população nunca havia acessado a internet. Cristina destaca que esse número é ainda maior nas classes D e E, onde 81% nunca acessaram a web. A meta do governo para 2015 é de que pelo menos 32% da população de mais baixa renda tenha acesso à banda larga, a partir do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Esse conceito de inclusão digital também deve ser aplicado aos serviços públicos, que em muitos casos ainda não sabem lidar com a tecnologia além da promessa de WiFi gratuito. “Também queremos formar o servidor público, para enraizar essa cultura digital nos municípios”, disse Cristina. “Tem município que nem faz a lição de casa interna [de melhorar serviços e se conectar] e quer oferecer WiFi gratuita na cidade inteira. Para a secretária, essas prefeituras estão loucas, não é viável economicamente”.

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