Abreu diz que não vale critério “inatingível” para o desligamento da TV analógica


É crucial para a TIM e para todas as operadoras de celular o prazo final para a liberação da faixa de 700 MHz, marcada  para 31 de dezembro de 201s8. “As operadoras pagaram em conjunto mais de R$ 10 bilhões por esse ativo, e não dá para se trabalhar com a hipótese de atraso no cronograma”, reiterou …

Rodrigo Abreu, CEO da TIM e a rede de 1 Giga de Velocidade. (Foto: Gastão Guedes).
Rodrigo Abreu, CEO da TIM e a rede de 1 Giga de Velocidade. (Foto: Gastão Guedes).

É crucial para a TIM e para todas as operadoras de celular o prazo final para a liberação da faixa de 700 MHz, marcada  para 31 de dezembro de 201s8. “As operadoras pagaram em conjunto mais de R$ 10 bilhões por esse ativo, e não dá para se trabalhar com a hipótese de atraso no cronograma”, reiterou hoje, o presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu.

Ele reconhece que pode haver alguma folga no cronograma, principalmente entre o prazo de 12 meses que há entre o desligamento de uma cidade e o início  da operação da banda larga móvel, mas entende que essa folga será resolvida com pequenos ajustes no calendário de desligamento da TV analógica.  “Há  algumas possibilidades de acomodar questões técnicas, onde não há problema de interferência. Mas, sem dúvida, a grande questão se dá nas cidades maiores.

Para Abreu, o caso de Rio Verde, a cidade piloto, que deveria ter sido a primeira cidade a contar com o desligamento da TV analógica, em 29 de novembro, o que acabou não acontecendo, é emblemático para decidir qual será a correta equação para o atendimento dos 93% dos lares que recebem os sinais digitais.” Alguns critérios são inexequíveis, porque sempre serão inatingíveis”, assinalou o executivo.

Ele se refere ao critério defendido pelos radiodifusores, e que está sendo adotado até agora pelo Gired (grupo de transição da TV digital), que só aceita contar as residências que têm TV aberta como aquelas que devem ser consideradas para se alcançar a meta de 93% de digitalização antes do desligamento total dos canais analógicos. As casas que recebem os sinais digitais por outras tecnologias, como TV por cabo ou TV via satélite não entram na somatória total, e as operadoras de celular reivindicam a mudança desse critério.

“Se se trabalhar com critério inatingível, significa dizer que não teve leilão de 700 MHz, e não vai poder haver a liberação da faixa para a banda larga do celular”, alertou o  executivo.

Ele assinalou que o Gired estuda diversos critérios, como aquele que considera os usuários previamente digitalizados; ou aqueles que têm mais de uma TV sendo a principal digital e a segunda de tubo. “É fundamental uma correta aplicação nos critérios dos 93%”, ponderou.

Há outras linhas de frente em debate, disse, como a  distribuição do conversor e a intervenção na programação da TV, para que a mudança para a TV digital passe a ser entendida pelo consumidor como uma obrigação, e não uma opção. “Defendemos que, ao longo do tempo, a intervenção na programação seja mais invasiva, para que, de fato, as pessoas migrem”, completou.

 

 

 

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