Satélite: Telebras estuda alternativas e pode até descartar parceiro privado


A exploração do SGDC não está definida. Pode ser lançado outro leilão, com outras condições; a Telebras pode contratar diretamente os equipamentos e explorar a sua faixa; ou ainda pode ficar com toda a capacidade do satélite.

Maximiliano -MartinhaoGilson Euzébio, de Brasília

O presidente da Telebras, Maximiliano Martinhão, disse hoje, 9, que a empresa estuda diversas opções para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em órbita desde maio, depois da fracassada tentativa de leilão de capacidade no último dia 31. Segundo ele, uma hipótese é relançar o edital “com outras condições”. Mas também há a possibilidade de a Telebras contratar diretamente os equipamentos necessários para prestar o serviço; ou, ainda, assumir todo o projeto de expansão da banda larga sem um parceiro privado.

Pelas regras do leilão que terminou deserto, o vencedor do lote A estaria obrigado a fornecer os equipamentos para a Telebras prestar o serviço usando a capacidade a ela reservada. Com essa regra, a Telebras ficou amarrada ao parceiro privado. Como nenhuma empresa se interessou pelo leilão, hoje ela não tem como explorar nem a banda a ela reservada (caso de mantenha a decisão de vender capacidade para terceiros), porque não licitou nem equipamentos nem serviços. Daí a hipótese, levantada por Martinhão, de ela vir a contratar diretamente os serviços necessários para que possa explorar o satélite.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a falta de interessados no leilão do satélite é compreensível: “Foi a primeira etapa do processo”. Martinhão atribuiu o fato a “diversas circunstâncias econômicas”. Os dois participaram hoje, em Brasília, da comemoração dos 45 anos da Telebras.

“O Projeto Satélite está andando, a gente não parou o projeto satélite. A parte da banda X está operando, a defesa da fronteira brasileira, atividades de operações das Forças Armadas, o projeto de acesso a internet continua andando”, disse o presidente da Telebras.

Embora tenha ressaltado que a Telebras existe para servir infraestrutura de redes para operadores, e não para atender o usuário final, Martinhão disse que ela “pode atender o usuário final em áreas onde a prestação de serviço de internet seja ineficaz”. Caberá MCTIC definir os locais com deficiência de cobertura para atuação da Telebras.

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2 Comments

  1. donatilio becker
    11 de novembro de 2017

    Moro em área rural no Estado de Santa Catarina, sem acesso à internet. Pergunto o que o Projeto Satélite pode fazer por mim. Resta saber, também, se essa tecnologia será repassada à iniciativa privada, ou se o próprio Ministério irá operá-la. Na primeira hipótese, o cidadão poderá ficar refém do alto custo do serviço, da ganância e do lucro fácil das empresas privadas ?
    Desde já agradeço a atenção.

  2. Tarcisio ribeiro
    15 de novembro de 2017

    A regiao oeste da Bahia, onde é o maior polo agropecuária do país é um ponto cego, quando se trata de internet banda larga, nao temos nem banda curta.