Satélite: receita de US$ 300 milhões no Brasil.


A receita do mercado de satélites deve crescer, em média, 3,9% ao ano, na América Latina, entre 2005 e 2010, segundo pesquisa apresentada pelo diretor regional da Intelsat no Brasil, Manoel Almeida, durante o 1º Congresso Latino-Americano de Satélites. O evento, que se realiza no Rio de Janeiro, é organizado pelas revistas Teletime e Tela …

A receita do mercado de satélites deve crescer, em média, 3,9% ao ano, na América Latina, entre 2005 e 2010, segundo pesquisa apresentada pelo diretor regional da Intelsat no Brasil, Manoel Almeida, durante o 1º Congresso Latino-Americano de Satélites. O evento, que se realiza no Rio de Janeiro, é organizado pelas revistas Teletime e Tela Viva, e pela Convergência Latina. De acordo com o levantamento, a receita do segmento foi de US$ 594 milhões em 2005, na América Latina, e chegará a US$ 718 milhões em 2010. O Brasil representa cerca de metade desse faturamento.

De acordo com Jurandir Pitsch, diretor da SES New Skies, o mercado de satélites no país gerou receita de cerca de US$ 300 milhões no ano passado. "Esse valor leva em conta apenas os contratos firmados aqui", explicou.

Em todo o mundo, o faturamento setorial atingiu US$ 6,33 bilhões em 2005, e deve alcançar US$ 7,29 bilhões em 2010, o que representa um crescimento médio anual de 2,9% – abaixo, portanto, do crescimento previsto para a América Latina. Atualmente, em torno de 32% da receita de satélites na América Latina provêm de serviços prestados para operadoras de telecomunicações. O segmento de televisão representa 43%, e serviços de banda larga respondem por 25%.

Demanda

De acordo com Pitsch, a demanda por capacidade satelital para trunking de redes GSM tem crescido bastante. Outra área que promete bons frutos é a de DTH, avalia o executivo. Para ele, há grande expectativa em relação aos impactos que a TV de alta definição terá sobre o segmento de satélites. Ele, particularmente, acredita que a procura não crescerá muito. "O grande mercado é o de TV paga, por todas as suas tecnologias, começando pelo DTH e depois pelas redes de cabo. Depois virá TV aberta em alta definição, e só depois as redes abertas regionais", analisa o diretor da SES New Skies.

Fusões freiam queda de preços

As recentes fusões no segmento devem contribuir para deter a queda de preços de capacidade satelital na América Latina que vem ocorrendo nos últimos anos. Atualmente, o aluguel de um transponder na região gera uma receita de aproximadamente US$ 1,2 milhão/ano, enquanto a média mundial é de US$ 1,6 milhão/ano, disse o presidente da StarOne, Gustavo Silbert. Outro fator que deve contribuir para elevar os preços no médio prazo é a redução na quantidade de lançamentos de satélites que cobrem o continente nos próximos anos, destaca Jurandir Pitsch. Ele estima que os preços devem subir cerca de 20%, dentro de dois ou três anos.

As duas grandes fusões em âmbito mundial anunciadas recentemente foram a compra da PanAmSat pela Intelsat e a aquisição da New Skies pela SES. Juntos, esse dois grupos têm agora 56% da receita global do setor e 44% da frota mundial de satélites em órbita. Assim, espera-se que a redução na quantidade de players reverta a tendência de queda de preços. No Brasil, especificamente, existem hoje cinco operadoras dividindo o mercado: StarOne, Intelsat, Hispamar, SES New Skies e Loral.

Global x local

Entre as principais vantagens de uma fusão estão a redução de custos operacionais e a melhoria no gerenciamento da frota, apontou o diretor regional da Intelsat no Brasil, Manoel Almeida. A Intelsat deve concluir em meados de 2007 a integração administrativa resultante da aquisição da PanAmSat. A consolidação operacional e de atendimento a clientes deve terminar no fim de 2008.

Vale destacar que também há vantagens em ser uma operadora regional, lembrou Silbert, da StarOne. "Uma operadora regional entende melhor a cultura e a realidade do cliente; tem maior domínio da cadeia de valor; autonomia decisória e maior flexibilidade e agilidade", afirmou.

Sobre a possibilidade de haver novas aquisições de operadoras de satélite no futuro, Pitsch lembrou que há alguns obstáculos para a compra de companhias regionais, como, por exemplo, a necessidade de se manter um centro operacional local, o que nem sempre interessa ao possível comprador. "Acredito que muitas dessas operadoras regionais irão resistir", disse o executivo da SES New Skies.

(Fonte:  Teletime News)

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