Satélite brasileiro da Visiona fica congelado, sem mais ajustes


O SGDC será lançado pela Ariane Space no terceiro trimestre de 2016 e ficará posicionado a uma distância de 35.786 km da superfície da Terra. Terá cinco transponders em banda X e 67 spot beams em banda Ka. O satélite estará totalmente operacional em janeiro de 2017.

 Especialistas da Telebras, do Ministério da Defesa, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da empresa Visiona participaram em Toulouse, na França, dos trabalhos de revisão crítica de projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A chamada CDR – Critical Design Review – do satélite ocorreu entre 11 a 19 de dezembro passado. Segundo o gerente de satélite da Telebras, Sebastião Nascimento, . “O CDR é um marco final para se congelar as especificações de projeto. De janeiro a dezembro, os subconjuntos do satélite que já se encontravam com as especificações congeladas passaram por um processo de qualificação e em seguida entraram em processo de fabricação. Os demais subconjuntos passaram por um processo de adequação, testes e ajustes finos, com vistas à otimização de projeto, cuja finalização foi realizada em dezembro. De agora em diante não há mais modificações de projeto”, informou.

A construção do satélite brasileiro começou em janeiro de 2014 e será completada em meados de 2016, quando irá iniciar o seu embarque para o local de lançamento. O satélite está sendo construído pela Thales Alenia Space, sob a supervisão da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre Embraer (51%) e Telebras (49%), que foi criada inicialmente para conduzir o processo de busca e seleção de fornecedores, integração do Sistema SGDC, além de viabilizar e participar do processo de absorção da tecnologia, também tema importante deste projeto.

O SGDC será lançado pela Ariane Space no terceiro trimestre de 2016 e ficará posicionado a uma distância de 35.786 km da superfície da Terra.  Terá cinco transponders em banda X e 67 spot beams em banda Ka. O satélite estará totalmente operacional em janeiro de 2017.

Com  cerca de 5,6 toneladas, terá vida útil superior a 15 anos e será operado do Centro de Controle (COPE) localizado em Brasília, pela Telebras, em conjunto com o Ministério da Defesa. “A fabricação do SGDC terá a duração de 32 meses, período durante o qual serão definidos os equipamentos que serão utilizados nas estações terrenas (CPEs, gateways e sistemas), assim como possibilitará, além de outras implementações, o planejamento comercial e técnico do atendimento às demandas dos planos de banda larga do governo federal pelo SGDC”, explica  Nascimento.

O SGDC  será usado para prestação de serviços de telecomunicações para o Ministério da Defesa, para uso comercial pela Telebras e para o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), o que inclui as comunicações estratégicas do Governo Federal. O SGDC levará conexão de alta velocidade aos municípios mais remotos, aonde não chega a rede de fibra óptica da Telebras. Estima-se que o satélite servirá para atender a mais de 2 mil municípios, em especial na região Norte do País. O satélite vai também garantir a segurança das comunicações na área do pré-sal, a chamada Amazônia Azul. ( assessoria de imprensa).

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