Sardenberg também acha pré-pago caro, mas não quer interferir no mercado.


O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, concorda com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de que as tarifas do telefone celular pré-pago são caras, mas entende que não cabe à agência interferir no mercado para tentar reduzi-las. “Toda a discussãoe é bem-vinda, mas cabe à Anatel fazer uma discussão estruturada”, respondeu o conselheiro, alegando que, …

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, concorda com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de que as tarifas do telefone celular pré-pago são caras, mas entende que não cabe à agência interferir no mercado para tentar reduzi-las. “Toda a discussãoe é bem-vinda, mas cabe à Anatel fazer uma discussão estruturada”, respondeu o conselheiro, alegando que, hoje, como as empresas de celular atuam em um regime privado, a Anatel não tem o poder de interferir nesse mercado.

Sem querer reponder diretamente ao Ministro, Sardenberg fez questão de insistir na autonomia da agência reguladora. “A Anatel foi feita para reagir à pressão”, afirmou. Para ele,  a discussão sobre a ampliação do prazo de validade do cartão pré-pago, que o ministro defendeu como necessária,  é irrelevante. “A partir de janeiro, o cartão do pré-pago passará a valer por seis meses. No segundo semestre, a Anatel pode fazer um reavaliação dessa decisão. Essa discussão  não tem sentido", afirmou.

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