São Paulo está em 14 º no Índice de Cidades Conectadas da Ericsson



A Ericsson e a consultoria de gestão Arthur D. Little desenvolveram um estudo para medir o grau de maturidade em TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) de 25 cidades no mundo, entre elas São Paulo, que ficou em 14º lugar. O Índice de Cidades da Sociedade Conectada foi apresentado no Business Innovation Forum, que a Ericsson realiza no Vale do Silício, nos EUA.

Na região da América Latina foram avaliadas também Buenos Aires e a Cidade do México, posicionadas em 13º e 16º lugares, respectivamente. O estudo mostra que as cidades com alto nível de maturidade em TIC têm melhor capacidade de gerenciar questões como gestão ambiental, infraestrutura, segurança pública, saúde e educação.

As três cidades com os melhores desempenhos no índice – Cingapura, Estocolmo e Seul – alcançaram várias metas sociais, econômicas e ambientais ao fazerem amplos investimentos em TIC. Cingapura, por exemplo, está impulsionando fortemente a inovação em e-saúde, e é pioneira na gestão de congestionamentos no trânsito. Estocolmo vê as TIC como um capacitador para a colaboração em pesquisa e transferência de conhecimento, enquanto Seul usa as TIC para realizar iniciativas verdes de alta tecnologia.

O índice também sugere ações para as cidades que ocupam as posições mais baixas no ranking, que são incentivadas a oferecer acesso digital e treinamento em TIC à população menos favorecida de suas cidades para reduzir a exclusão digital.

De acordo com Erik Kruse, responsável pelo laboratório de sociedade conectada da Ericsson, foram avaliados 14 indicadores e considerado o impacto das TICs no individual, no social e no meio ambiente. No caso de São Paulo, contribuiu para a pontuação da cidade os telecentros, os programas de formação de jovens e os sistemas para coordenação de governo eletrônico e gestão da informação, que contribuíram para a melhoria da eficiência administrativa e o aumento da arrecadação fiscal (como a nota fiscal eletrônica).

No Índice, cidades como Tokyo, conhecidas pela alta conectividade, ficaram atrás de cidades européias como Paris. “Isto foi uma surpresa e se explica porque Paris oferece mais benefícios que Tokyo, com o mesmo investimento”, disse Kruse, dando como exemplo o custo do serviço, mais barato em Paris. “O backbone de Tokyo é mais caro porque a cidade está numa ilha, assim, o tráfego entre cidades é mais caro e isso impacta no custo do serviço final”, explicou.

Com exceção de Estocolmo e Cingapura, escolhidas por serem as mais avançadas em conectividade e serviços inovadores, as demais cidades foram escolhidas por serem as mais populosas. As 25 cidades avaliadas pelo Índice foram: 1º Cingapura, 2º Estocolmo, 3º Seul, 4º Londres, 5º Paris, 6° Nova York, 7º Tóquio, 8º Los Angeles, 9º Xangai, 10º Pequim, 11º Sydney, 12º Moscou, 13º Buenos Aires, 14º São Paulo, 15º Istambul, 16º Cidade do México, 17º Cairo, 18º Mumbai, 19º Jacarta, 20º Deli, 21º Manila, 22º Joanesburgo, 23º Dhaka, 24º Karachi e 25º Lagos.

* A jornalista viajou a convite da Ericsson

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