Santanna critica Anatel e teles pela falta do WiMAX


 O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, acha que o WiMAX, tecnologia de banda larga sem-fio, não é disseminado no país devido ao conflito de interesses das operadoras de telecomunicações, e não por falta de licença. “Há um nítido conflito de interesses entre a banda larga e a …

 O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, acha que o WiMAX, tecnologia de banda larga sem-fio, não é disseminado no país devido ao conflito de interesses das operadoras de telecomunicações, e não por falta de licença. “Há um nítido conflito de interesses entre a banda larga e a voz, no Brasil. As empresas de telecom têm medo de ampliar a oferta de banda larga porque as suas receitas com a voz diminuiriam rapidamente”, avalia.

Ele lembrou que, se não fosse essa contradição, as empresas que compraram licenças no primeiro leilão da Anatel – a Embratel comprou freqüência de 3.5 GHz para todo o país e a Brasil Telecom também tem licenças em onze cidades, depois que comprou a Vant – já estariam oferecendo o serviço à população. “A Embratel, no entanto, usa o WiMAX para ligar seus clientes corporativos e a Brasil Telecom também não oferece os serviços”, alfinetou.
 
Anatel

O secretário também teceu críticas à Anatel, responsável pela regulamentação e gerência do espectro de freqüências brasileiro. “O Brasil não tem uma política de uso compartilhado de infra-estrutura ou de freqüência, mantendo uma postura que foi adotada ainda na época de Marconi”, atirou. (Guglielmo Marconi inventou o rádio em 1896).

Para Santanna, o ideal seria que o governo destinasse um pedaço do espectro da freqüência do WiMAX para a construção de uma rede compartilhada de uso público, que seria gerida de forma aberta, como é hoje a internet.

O presidente da Anatel, Plinio de Aguiar, por sua vez, entende que não há qualquer problema em a Anatel promover estudo para reservar uma parte do espectro do WiMAX para o governo. Para isso, no entanto, afirma Aguiar, o ideal seria que o próprio governo formalizasse a solicitação à agência.
 
Aguiar salienta que espectro de freqüência brasileiro é gerenciado de maneira bastante eficaz, o que faz com que o Brasil não tenha qualquer problema em acompanhar as decisões mundias no que se refere à destinação de mais espaços para novos serviços, a exemplo do que acontecerá na reunião da UIT este ano, programada para o segundo semestre.
 
Essa boa administração de freqüência, observa, faz com que a agência possa atender, com facilidade, as finalidades das políticas públicas estabelecidas pelo Estado. E, por isso, observa, acha que não tem sentido a agência fazer um reestudo de todo o espectro de freqüências, como começa a ser defendido por alguns setores, mas apenas  lidar com as demandas no momento em que surgirem tecnologias que apontem para novos usos do espectro, como é o caso específico das freqüências do WiMAX.

Mercado

Conforme informações do mercado, tanto a Embratel como a Brasil Telecom  já estão fazendo testes com os equipamentos  WiMAX e prometem para breve o lançamento dos serviços de banda larga wireless à população. Elas aguardam, no entanto, a certificação dos equipamentos pela Anatel.  

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