Santanna considera denúncia sobre Telebrás como “ilação”


O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, taxou de “ilação” a matéria publicada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo, que aponta o privilégio a um grupo empresarial, que contratou os serviços do ex-ministro José Dirceu, caso a Telebrás seja reativada, como parte do Plano Nacional da Banda …

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, taxou de “ilação” a matéria publicada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo, que aponta o privilégio a um grupo empresarial, que contratou os serviços do ex-ministro José Dirceu, caso a Telebrás seja reativada, como parte do Plano Nacional da Banda Larga, a ser lançado pelo governo em abril. “A matéria está equivocada na sua premissa, porque na eventual solução para o uso das fibras ópticas do Sistema Eletrobrás não vai provocar benefício a sócios, credores ou grupos privados”, disse.

Segundo Santanna, a recuperação das fibras ópticas se limita apenas aquelas que estavam apagadas e dar uso a elas não significa valorizar a Eletronet. “A Eletronet é uma massa falida que continua sob gestão do síndico à sua disposição. O que o governo eventualmente pode lançar mão é das redes de distribuição de fibras ópticas que estão de posse do Sistema Eletrobrás, sem nenhuma relação econômica”, disse.

Para Santanna, a Star Overseas Ventures, do empresário Nelson Santos, que comprou participação na massa falida da Eletronet da americana AES por R$ 1, se tornou apenas sócia de uma dívida ou dos direitos de provir essa massa falida. Com relação a caução, definida pela justiça, ela só será usada na hipótese do Sistema Eletrobrás perder a ação. Nesse caso, a caução, em título público, ela será usada para pagar apenas aos credores.

Santanna disse que caso a Telebrás seja escolhida para gerir a rede pública de banda larga, ela fará contrato para utilização das fibras ópticas do Sistema Eletrobrás, da Petrobras e de outras estatais que possuam redes, e pagará por isso, podendo contribuir para a modicidade tarifária. “Hoje, o sistema elétrico não recebe nada há cinco anos”, disse.

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